Por Em Em 1 dezembro, 2017

Métodos Ágeis: entenda o que são e conheça os principais.

Quem não conhece algum colega de trabalho que já atrasou um projeto na data que era para entregar? E você que está com um monte de tarefas por fazer e não consegue organizá-las? Ou aquele projeto definido há um ano e que nunca sai? E quando o projeto entregue não está dentro das expectativas? Na sua empresa, há um setor que detesta outro setor e impede trabalhos em equipe?

E qual a solução pra tudo isso?

Gerenciar um projeto ou produto não é uma tarefa fácil. Garantir uma boa visibilidade no que está acontecendo, priorizar as etapas certas e transmitir mensagens claras para toda equipe é sempre um grande desafio.

Por esse motivo, cada vez mais os Métodos Ágeis tem feito parte de nossa rotina. Wireframes, protótipos, ambientes de testes, entregas de cada etapa em prazos curtos fazem parte dos Métodos Ágeis.

Os principais métodos ágeis

Os Métodos Ágeis surgiram na indústria de TI a partir de dores compartilhadas por muitas outras áreas. A falta de comunicação entre clientes e fornecedores, os diversos problemas de definição de escopo e o atraso nas entregas das tarefas e projetos foram fatores críticos que abriram espaço para o uso deles em diversas empresas que precisam de velocidade para funcionar.

Em 2001, um grupo de programadores lançou o Manifesto Ágil, uma metodologia que tem como objetivo satisfazer os clientes ou envolvidos em um projeto entregando com rapidez e, com maior frequência, versões do projeto, conforme as necessidades. O Manifesto Ágil possui quatro valores:

  • Indivíduos e interação entre eles mais que processos e ferramentas;
  • Software em funcionamento mais que documentação abrangente;
  • Colaboração com o cliente e membros do projeto mais que negociação de contratos;
  • Responder a mudanças mais que seguir um plano.

Conheça abaixo uma síntese das ferramentas mais utilizadas hoje e entenda qual delas pode ser mais adequada ao que precisa.

Lean

O conceito de Lean – que pode ser traduzido como “enxuto” – é bastante conhecido na gestão de empresas e startups e envolve a identificação e eliminação sistemática de desperdícios. É uma metodologia onde apenas os recursos necessários são utilizados para a realização de um trabalho, etapa ou processo.

Os pilares dessa metodologia são a redução de custos, a melhoria da qualidade, o aumento da produtividade e o compartilhamento da informação.

Inspirado no conceito “Lean”, o americano Eric Ries passou os últimos anos combinando ideias de marketing, tecnologia e gestão e criou o termo “Lean Startup”.

A metodologia Lean Startup trata a definição do produto mínimo viável (MVP, do Inglês Minimum Viable Product) como um dos marcos importantes no ciclo de vida de um empreendimento. Se pudéssemos quebrar essas três letras em conceitos mais completos, eles seriam:

  • Minimum: o menor tamanho possível, que possa ser entregue no menor tempo possível.
  • Viable: importante o suficiente para que o cliente adote esse produto, se possível gerando receita.
  • Product: funcionalidades encaixadas em uma entrega que se assemelhe a um produto útil.

Smart

A meta SMART traz a estruturação de seus objetivos e metas. Qualquer meta pode ser transformada em uma meta SMART, tanto pessoal quanto profissional, mesmo se forem metas difíceis de alcançar.

SMART (esperto em inglês) é a abreviação de 5 critérios necessários que precisam estar presentes em uma meta. São eles:

  • S (Specific): Especificidade: A especificidade é o caminho no S, do SMART. Por exemplo: você quer emagrecer? Mas… o que é exatamente emagrecer para você? É para ter mais saúde ou estética? É para ajudar a curar alguma doença?
  • M (Mensurable): Mensurável: Pense na sua meta. Ela pode ser mensurada em termos financeiros, de tempo ou de resultados?
  • A (Attainable): Alcançável: Metas tem limites. Então, para construir um planejamento para alcançar uma meta, é preciso analisar as condições para alcança-la e coloca-la em prática.
  • R (Relevant): Relevante: Emagrecer realmente irá mudar algo em sua vida? Para muitos, totalmente! Uma meta para ser relevante precisa não só estar alinhada a seu propósito de vida, mas também impactar positivamente a sua vida e das pessoas a seu redor.
  • T (Time-related): Temporal: O tempo é a última meta da SMART. E aqui, não existe procrastinação, sabe por que? É que se uma meta não parece urgente ou não tem uma data de entrega, ela certamente será adiada. Então defina datas para qualquer meta SMART que você decidir realmente colocar em prática.

Kanban

Na década de 1960, a japonesa Toyota criou o sistema Kanban para sinalizar as etapas do processo de fabricação – e  prever gargalos com a falta de uma peça no estoque, por exemplo.

Do japonês “registro” ou “placa visível”, é uma ferramenta com a intenção de elevar o nível de produção a partir de uma representação clara do andamento de processo, geralmente em um quadro organizado por etapas da cadeia de valor.

  • Em TO DO, todos os trabalhos a serem realizados dentro um período de tempo
  • Em DOING, todas as tarefas que estão em execução.
  • Em DONE, as demandas finalizadas e entregues.

Bastante simples, o Kanban pode ser definido como um sistema visual de cards, que podem ser post-its. Divide-se um quadro branco em três colunas: “para fazer”, “fazendo” e “feito”. Cada post-it é uma tarefa que deve ser movida, conforme o andamento, entre as colunas.

Scrum

O Scrum é um dos métodos ágeis mais populares.

Para entender o Scrum e sua metodologia, você precisa entender as pessoas e as partes do esquema. A boa notícia é que você não precisa de nenhuma experiência especial ou certificação para começar.

Você não precisa de muito para começar com o Scrum. Você realmente só precisa de um lugar para organizar seus pensamentos, a sua reserva cerebral.

Pode ser um software ou mesmo um quadro branco. Você precisa dos diferentes papéis, como o Dono do Produto e o Scrum Master. As ferramentas que você precisa de verdade não são tão impressionantes como os nomes dos papéis envolvidos.

Vamos desvendar as partes que fazem o Scrum acontecer:

O Scrum começa com um Dono de Produto. Esta é a pessoa que representa o melhor interesse do usuário final, e tem autoridade para dizer o que vai fazer parte do produto final ou não.

Esse Dono do Produto é encarregado de fazer o chamado Backlog: uma lista de tarefas e das exigências e necessidades do produto final. Aqui está uma parte importante: O Backlog deve ter uma ordem de prioridade. Esse é o trabalho do Dono do Produto.

E como seria usado o Scrum para projetar um carro? 

Sprint

Trata-se, nada mais, nada menos, do que um período determinado de tempo. São ciclos pensados para a execução de determinadas tarefas e metas.

Sprints menores permitem a previsibilidade, asseguram a inspeção de tarefas e adaptação do progresso em direção ao objetivo, além claro, de um overview sobre tudo que está sendo produzido e entregue.

Ao invés de gastar semanas e mais semanas de desenvolvimento para lançar um produto e só depois conseguir validar se a ideia é boa ou não, você pode usar um atalho: o Design Sprint.

Nesse método, lançado pela Google, inspirado no método tradicional, é possível elaborar e testar praticamente qualquer ideia em apenas 40 horas, sem precisar construir e lançar o produto propriamente dito.

É um método centrado no usuário, interativo, prático e colaborativo. Se baseia em Design Thinking e metodologias ágeis para que as equipes possam criar e prototipar soluções de forma bem rápida.

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