Raio-x de como os vídeos foram utilizados nas eleições presidenciais americanas

Por Em Em novembro 9, 2012

Amigos,

A recente corrida presidencial americana mexeu com todo o mundo, não só por se tratar da eleição de uma das figuras políticas mais importantes do planeta, mas também por ser sido uma batalha extremamente acirrada nos bastidores.

Em 2008, a campanha eleitoral de Barack Obama revolucionou o mundo político – e se tornou base de estudos – ao usar a internet como catalizador da mensagem, doutrinando eleitores e arrecadando mais de US$ 5 bilhões em doações feitas via online. Neste ano, os organizadores da campanha de reeleição do presidente apostaram em uma nova revolução: customização da mensagem.

O diretor de toda a parte digital da campanha de Obama, Teddy Goff, montou um quartel general em Chicago para analisar uma base de dados afim de melhor direcionar a mensagem da campanha e definiu o detalhamento sobre o perfil de cada eleitor como uma mina de ouro política. Além do massivo investimento e aposta na viralização da mensagem através de mídias sociais, os vídeos online, sem dúvida, desempenharam um papel fundamental no processo eleitoral.

Um estudo da Pew Research Center contatou que 55% dos eleitores assistiram vídeos online relacionados à Política ou campanhas presidenciais. Mais do que uma simples mudança de comportamento, esse número mostra duas tendências: (a) consumo de conteúdos através de um maior número de devices, especialmente tablets, smartphones e Connected TVs; e (b) o vídeo como um importante fator na educação política da população.

Confira abaixo alguns outros dados interessantes.

  • 48% dos eleitores registrados que usam internet assistem reportagens em vídeo online sobre notícias a respeito de política ou eleições.
  • 40% assistem vídeos de discursos, conferências de imprensa ou debates dos candidatos gravados antes da eleição.
  • 39% assistem a vídeos informativos para se inteirar sobre uma questão política
  • 37% assistem a vídeos sarcásticos e de humor sobre assuntos políticos.
  • 36% assistem as propagandas políticas de forma online.
  • 28% assistem a transmissões ao vivo de discursos, conferências de imprensa, ou debates dos candidatos.

Tratando-se do conteúdo em si, a pesquisa aponta que quase 70% dos “eleitores online” assistiu algum tipo de conteúdo em vídeos sobre as eleições. Confira a tabela abaixo.

Publicidade em vídeos

Esta eleição também mostrou uma evolução na comercialização de espaços publicitários em “tempo real” em mídia display, mas principalmente e de forma mais significativa em video advertising – ideal para a veiculação de vídeos que prezam por conteúdos emotivos e/ou ataques diretos ao concorrente.

Numa eleição tão acirrada e decidida por estados indecisos, mudança de estratégia, customização da abordagem e compra de mídias em real-time ofereceram flexibilidade, controle e direcionamento cirúrgico da mensagem. Além disso, um dos principais benefícios dessa estratégia foi o de evitar desperdícios com a compra de espaços publicitários em dias que antecederam a eleição – caríssimos e escassos – focando a campanha em mídias que atingiram apenas em eleitores indecisos.

O targeting da publicidade política é particularmente rica, combinando dados de registro de eleitores e retargeting com base no comportamento prévio dos eleitores ou pesquisas de opinião. Como acontece com qualquer campanha de vídeos ads, os profissionais de marketing têm um enorme controle sobre quem vê um anúncio, onde e quando. Resultado disso: mais que nunca uma publicidade hiper-personalizada.

Historicamente as eleições – assim com a indústria bélica – ditam as “novas regras do jogo” no mundo digital. O recado dessa foi: vídeos online, vídeo ads e personalização. Coincidência ou não exatamente o que a Samba Tech e Samba Ads estão apostando.

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