Por Em Em 6 outubro, 2017

YouTube: por que grandes youtubers estão saindo dessa plataforma?

Aparentemente, a época da badalada “Profissão YouTuber” está ficando no passado. Até mesmo os pioneiros da produção de conteúdo em vídeo no Brasil estão abandonando essa plataforma por motivos diversos. Felipe Neto, por exemplo, dono do quarto maior canal do YouTube no Brasil – com mais de 13 milhões de inscritos! – após duras críticas direcionadas à falta de transparência dos dados, aos algoritmos de recomendação e às mudanças nas formas de monetização, anunciou a saída do site e o lançamento de um aplicativo para smartphones.

Mas ele não é o único. Muitos dos que antigamente ganhavam dinheiro por meio dos canais de YouTube estão se aventurando em outros mercados e tratando a plataforma como uma fonte secundária de renda. Quer saber um pouco mais sobre o que está causando esse movimento? Confira tudo a seguir.

Antes de começar, que tal desmistificar a concepção de que dá para ficar milionário facilmente no Youtube e descobrir, de verdade, quanto ganha um Youtuber? Confira tudo isso no nosso artigo sobre o assunto clicando aqui.

Confira também nosso material sobre os segredos dessa plataforma que impactam sua estratégia.

youtube

Mas afinal, que monetização do YouTube é essa que todo mundo anda falando?

Todo produtor de conteúdo digital – seja ele em vídeo, áudio ou escrito – precisa encontrar uma maneira de ganhar dinheiro com ele. Caso contrário, em pouco tempo sua produção se tornará insustentável.

Diante disso, muita gente acabava indo para o YouTube por ser aparentemente fácil ganhar dinheiro com essa rede. Porém, o que a maioria não sabe é que, na verdade, não é e nunca foi simples conseguir retorno financeiro com o YouTube. Os algoritmos complicados e super secretos da plataforma, aliados ao baixíssimo valor pago a cada 1000 views, acabam fazendo com que os ganhos sejam insignificantes caso você não consiga entregar conteúdos virais – com milhões de visualizações.

E o pior é que recentemente a rede alterou suas políticas de monetização e complicou ainda mais as coisas para o pequeno produtor que sonhava em ganhar espaço na rede. Entenda mais:

Como era antes

Se você é um usuário da internet com certeza já ouviu falar das pessoas que conseguiam fazer do YouTube sua única fonte de renda. Com o sucesso da plataforma de vídeos e dos youtubers, cada vez mais produtores de conteúdo passaram a aderir ao formato de vlog e se render ao mundo dos vídeos online.

Basicamente, ter renda com o YouTube funcionava de uma maneira simples. O produtor se cadastrava no YouTube Partner Program e poderiam passar a ganhar dinheiro com anúncios que seriam veiculados no início de seus vídeos. Esses anúncios eram escolhidos automaticamente pela AdSense, a plataforma de anúncios do Google, e a quantidade de cliques de usuários era o que determinava a quantia recebida pelos produtores.

Ou seja, simples e rápido: se esquecermos as complicações dos algoritmos e o número de visualizações necessário, era relativamente fácil ganhar dinheiro com vídeos, mesmo que em pequenas quantias. Um único problema: com essa facilidade, muita gente começou a se inscrever no programa e, assim, foi ficando cada vez mais difícil para que a plataforma conseguisse validar os canais adequados e controlar as propagandas que seriam veiculadas em cada um deles.

Com o boom de canais e a menor fiscalização, não é difícil imaginar que as coisas saíram um pouco de controle. No início deste ano, a denúncia de que propagandas de grandes marcas estavam sendo divulgadas em vídeos considerados ofensivos fez com que um grande número de empresas deixassem o Partner Program e, com isso, o YouTube reviu suas normas e mudou o modo como se dá a monetização no site.

Como é agora

Para a grande surpresa de todos – e, principalmente, dos pequenos produtores de conteúdo -,  a partir do início de 2017 só poderia participar do YouTube Partner Program quem tivesse um canal com mais de 10 mil visualizações! Além disso, o grau de exigência de avaliação seria muito maior do que os canais recebiam antes.

O que o YouTube pretendia com essa ação era garantir que nenhum canal ofensivo tivesse acesso aos anúncios, uma vez que nenhum canal com conteúdo deste porte conseguiria tantos inscritos. Mas, com o passar do tempo, cada vez mais podemos perceber que essa decisão foi, na verdade, um tiro no pé da plataforma de vídeos: um número diariamente crescente de youtubers e produtores de conteúdo vem deixando o site ou, pelo menos, procurando outras maneiras de garantir uma renda fixa.

“Os meus vídeos sempre deram uma média que variava entre $1.200 e $2.500 dólares, cada um”, afirma Felipe Neto, dono de um canal com mais de 14 milhões de inscritos, em um de seus vídeos. “É inacreditável, eu ganhei $100 dólares num vídeo que fez 2,5 milhões de views” diz apontando a comparação com a monetização mais recente de seus conteúdos depois da nova política de monetização.

Quer saber mais sobre a monetização de vídeos no YouTube e em outras plataformas? Baixe nossa calculadora e descubra qual a forma mais rentável de vender conteúdo na internet! 

youtube

Os youtubers que têm abandonado o barco

Felipe Neto já está em guerra declarada com a plataforma e, além de vídeos e lives comentando sobre a monetização e os problemas com o YouTube, o carioca já lançou um aplicativo em parceria com o irmão, Luccas Neto, em que os fãs podem se sentir mais próximos dos youtubers. A ideia por trás do app é que o usuário tenha acesso a conteúdos exclusivos e promoções.

E não foi só o caso dos Neto que acendeu um sinal amarelo para quem acompanha a história do YouTube. Principalmente ao longo dos últimos anos foi possível perceber um movimento de saída da plataforma por alguns dos maiores canais do país.

O canal Porta dos Fundos, com mais de 13 milhões de inscritos e um dos maiores do Brasil, já conta, há dois anos, com uma parceria com a FOX. O movimento para a TV já deu frutos: o Porta já lançou duas séries e colocou a FOX como o segundo canal de TV paga mais visto  em 2015 e, hoje, já fechou com a Viacom , grupo de mídia responsável pela MTV, Nickelodeon e Comedy Central. Um dos integrantes do Porta dos Fundos, Gregório Duvivier, também já conta com um projeto paralelo: o Greg News, programa de comédia política lançado pela HBO no início deste ano.

Se nos voltarmos para as telas do cinema também vamos encontrar rostinhos conhecidos do mundo online. A Kéfera, por exemplo, dona do canal 5incominutos no YouTube, estreou seu filme É Fada! no final de 2016 e já conta com três publicações em sua lista de livros autorais. Recentemente ela anunciou em sua conta no Instagram que daria uma pausa na carreira de youtuber para poder colocar a cabeça em ordem e focar em outros projetos.

Christian Figueiredo, do canal Eu Fico Loko, também já se aventurou pelo cinema, lançando em janeiro de 2017 o longa Eu Fico Loko, homônimo ao seu canal do YouTube, e já tem três livros publicados. “Antigamente, eu achava que ia viver dos lucros dos meus vídeos no YouTube, mas agora eu sei que a maior parte dos meus rendimentos vem de fora, dos livros, campanhas publicitárias e postagens patrocinadas” afirmou ele em uma entrevista à Veja.

E nem Whindersson Nunes, um dos maiores nomes da atualidade em termos de youtuber, ficou de fora deste movimento de relativa debandada. Com mais de 23 milhões de inscritos e com o título de personalidade mais influente no Brasil pelo Google, o piauiense de 22 anos está para lançar seu curso online. A temática? Como ser um youtuber. O programa conta com oito módulos de ensino – Fundamentos, Criatividade, Humor, Gravação, Performance, Voz e Canto, Edição e YouTube – e tem data de lançamento para dia 9 de outubro.

E por falar em curso online, que tal entender como tirar esse processo do papel e ter insights para criar o seu? 😉

youtube

O futuro dos youtubers

Com as mudanças no programa de monetização, a baixa segurança de vídeos e ainda outros problemas que o YouTube vem sofrendo e acentuando, a tendência é que cada vez mais produtores deixem a plataforma-mãe para se aventurar por outros caminhos. Nesse contexto, a melhor opção em termos do videos online tem sido criar um canal de vídeos próprio.

Se antes essa era uma realidade distante e, até mesmo, ameaçada pelo YouTube, hoje o cenário é outro: é preciso ter esse ambiente profissional aliado ao YouTube para que você consiga realmente ter sucesso.

Como nos exemplos que citamos, hoje o YouTube funciona muito bem como uma plataforma de atração e construção de audiência, mas é preciso ter um outro canal de conteúdo aliado a ele, que ofereça opções melhores e mais eficientes de monetização. Investir em um clube de assinaturas ou na venda de conteúdo, por exemplo, é uma excelente opção!

E se antes era complicado ter um canal de conteúdo fora do YouTube, hoje já existe uma solução completa que oferece não só a estrutura de vídeos, mas o site totalmente personalizado a quem quer investir nesse caminho: o Samba Play.

Com essa plataforma, você consegue garantir que seu conteúdo esteja sempre disponível para o usuário com segurança e qualidade de entrega, e ainda faz dos seus vídeos uma fonte real de dinheiro!

Conheça a plataforma fazendo um tour por ela e converse com um de nossos especialistas para entender como o Samba Play pode ser um aliado à sua estratégia no YouTube.

youtube

Contribua com este post nos comentários

Assine e receba todas as novidades sobre vídeos online em seu email.