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Desafios da educação a distância no Brasil: aspectos fundamentais

Desafios da educação a distância no Brasil: aspectos fundamentais

O EAD tem crescido exponencialmente, a cada ano, a modalidade ganha mais adeptos do ensino não presencial. Todavia, ainda é preciso avançar em algumas frentes para superarmos os desafios da educação a distância no Brasil.  

De acordo com a última pesquisa divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no ensino superior, até 2019 o número de alunos matriculados no ensino a distância ultrapassou 1 milhão e meio. Essa pesquisa mostrou ainda que, a maioria dos alunos matriculados no ensino superior optaram pelo ensino não presencial, representando 57% das matrículas. Somando o número de estudantes de cursos livres e universitários, o número chegou a 9 milhões.

Com a covid-19, esse número aumentou ainda mais, muitos alunos tiveram que se adaptar ao modelo remoto. Para alguns, isso representou algumas facilidades, para outros, alguns empecilhos. A necessidade repentina de migrar para o ambiente virtual trouxe à tona ainda mais alguns desafios da educação a distância no Brasil, e é sobre isso que você vai ler nos próximos parágrafos, analisando como tecnologias, pesquisa, capacitação e contexto socioeconômico impactam nesses desafios a serem vencidos.

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Incertezas em relação ao formato EAD

Muitas pessoas ainda possuem suas inseguranças ao modelo de educação online, e esse pode ser um dos principais motivos pelos quais algumas matrículas ainda não são efetivadas na modalidade.  Alguns dos alunos têm receio sobre a eficácia do aprendizado, temendo que esse seja menos eficiente ou que o conteúdo esteja defasado. Para superar essa barreira, as instituições de ensino precisam tentar atender às expectativas dos alunos, buscando manter os conteúdos atualizados, professores capacitados para ministrar aulas online, além de um sistema ead que suporte as necessidades dos estudantes, assim é possível ultrapassar alguns dos desafios da educação a distância no Brasil.

Ademais, uma das grandes incertezas dos alunos quanto ao formato a distância é em relação ao suporte dos professores e tutores, por isso, é fundamental que existam ferramentas de comunicação ágeis para oferecer atendimento de qualidade aos alunos. 

Para as instituições de ensino superior e pós graduação, vale deixar claro para o aluno que elas são credenciadas pelo MEC (Ministério da Educação). Já para os cursos livres, deve-se ficar atento à legislação dos mesmos, para oferecer propostas que estejam dentro da regulamentação.

Dito isso, sobre esse tópico, percebemos que cabe muito mais a instituição de ensino garantir que a experiência do aluno seja positiva, para que as incertezas sejam esclarecidas. 

Um exemplo de curso livre EAD são os cursos preparatórios para vestibulares que já adotaram essa modalidade. Se você quiser saber como transformar o seu cursinho presencial em EAD, é só clicar aqui ou abaixo

Capacitação tecnológica

O ensino mudou, e ministrar aulas online, certamente, não acontecerá da mesma forma em que ocorrem as aulas presenciais e, aqueles professores que estavam acostumados exclusivamente aos modelos mais tradicionais, precisam investir em capacitação profissional no âmbito tecnológico, portanto, este é mais um dos desafios da educação a distância no Brasil.

Tutores, gestores e professores deverão investir no conhecimento tecnológico para atender a esse novo modelo de ensino, seja aprendendo sobre os softwares que facilitam as aulas online, como uma plataforma ead ou sobre a forma de ministrar as aulas.

Não necessariamente todas as metodologias de ensino da modalidade presencial irão ter aplicabilidade no EAD, é preciso entender quais delas são adaptáveis e aplicáveis para esse modelo, a fim de garantir que o aprendizado seja satisfatório.

Vale ressaltar que a instituição de ensino deve contribuir para o desenvolvimento e a capacitação tecnológica dos docentes, criando treinamentos e iniciativas que colaboram com o aprendizado e desenvolvimento de projetos.

Desigualdades sociais

Um dos grandes entraves no nosso país diz respeito às desigualdades sociais, e esse problema afeta diretamente o EAD, representando um dos desafios da educação a distância no Brasil. 

Um quesito básico para ter acesso às aulas a distância é o acesso a internet, e no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação (Pnad Contínua TIC) 2018, um em cada 4 brasileiros não têm acesso a internet, um número que representa 46 milhões de pessoas. Em zonas rurais, o índice de pessoas sem acesso é de 53,5%, já em áreas urbanas esse número é 20,6%. Com esses dados, já percebemos claras disparidades que reduzem as possibilidades de uma fatia da população ter acesso ao ensino a distância.

Com a pandemia da covid-19, vimos essas desigualdades virem ainda mais à tona. As aulas do ensino básico adotaram o modelo remoto, e foi possível perceber as discrepâncias em relação aos alunos de escolas públicas e privadas. Muitos estudantes de escolas geridas pelo governo sequer possuíam um smartphone para ter acesso às aulas remotas, tampouco, os professores estruturas para fazê-las. Não foi à toa que até colocou-se em discussão a realização ou não do Enem 2020, mas o exame foi promovido e obteve uma taxa de abstenção acima de 50%.

Para evoluir de maneira satisfatória no EAD e fazer com que ele chegue em todas as camadas da população, é necessário medidas que reduzam a desigualdade social no país, para que as disparidades sejam reduzidas e caminhem para a extinção.

Falta de investimentos e pesquisas na área

O último item da lista que fizemos neste texto, diz respeito aos investimentos feitos na área de educação, em relação às pesquisas. O fato é que a educação, de modo geral, tem sofrido cortes. Para se ter uma ideia, no final de 2020, foi divulgada uma notícia em que o MEC prevê a  redução de R$ 4,2 bilhões em investimentos para educação. Em relação às pesquisas, o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) sofrerá uma redução de 8,3% em seus recursos.

Esses números mostram que a redução de investimentos em educação e pesquisa podem prejudicar o EAD, colocando-o como um dos desafios da educação a distância no Brasil. 

Ao longo deste texto apontamos os principais desafios para o EAD no país, sabemos que alguns deles podem  ser sanados com o auxílio da instituição de ensino ou desenvolvimento dos professores. Contudo, outros desafios precisam de ações maiores em níveis governamentais. Sabemos que o caminho deve ser de constante diálogo entre alunos, pais, professores e gestores escolares, ou seja, toda a comunidade escolar deve participar da construção de novas perspectivas a fim de extinguir esses gargalos.

Com todos esses pontos, aqui na Sambatech, o nosso compromisso  principal é levar educação para todos os cantos do Brasil, e sabemos que para fazer isso é fundamental uma plataforma de qualidade e eficiência, por isso, contamos com o Samba Tutor, uma plataforma EAD completa para instituições de ensino. 

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Por: Camila Reis

Formada em Comunicação Social pela Puc Minas e pós graduada em Processos Criativos pela mesma instituição, atua com comunicação desde 2013. Hoje, faz parte do time de marketing da Sambatech.

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