Como a Copa do Mundo feminina está conquistando audiências inéditas.

Não mude o seu sonho. Mude o mundo.

É com esse slogan que a Nike, uma das maiores empresas do mundo, lança um vídeo promocional de ativação da Copa do Mundo de futebol feminino em 2019. Ainda que a empresa não seja patrocinadora oficial do evento, foi a primeira a lançar uma campanha global para chamar atenção para o evento, muitas vezes esquecido até pelos fãs de esporte.

Copa do mundo da França 2019.

Seja sincero, você sabia que 2019 era ano de Copa do Mundo? Essa será a oitava edição da maior competição de futebol feminino do mundo, que acontece de 4 em 4 anos desde 1991. Esse ano a competição será sediada pela França e o Brasil busca um título ainda inédito. Mas não é só isso de inédito acontecendo, você reparou?

Pela primeira vez na história a Copa do Mundo vem sendo divulgada e incentivada por grandes marcas e, mais surpreendente ainda, será a primeira vez que os jogos serão transmitidos em rede de televisão aberta e nacional. Pela primeira vez na história estamos vendo um marketing esportivo um pouco mais focado, mais interessado e mais dedicado à disseminação do esporte feminino não só no Brasil mas no mundo.

Voltando ao vídeo da Nike – fornecedora de material esportivo de 14 das 24 seleções participantes no torneio – a produção é estrelada pela pequena atleta estadunidense Makena Cooke. Com apenas 10 anos, a jogadora de futebol é colocada em diversas situações ao lado de algumas das melhores atletas da modalidade, incluindo a brasileira Andressa Alves e da holandesa Lieke Martens.

Por que isso é tão relevante?

Marketing esportivo que encanta e emociona.

O esporte tem um enorme poder de emocionar. Torcedores e amantes dos esportes no mundo inteiro cantam, vibram e choram com seus times favoritos há décadas. Quando se une a paixão com campanhas como essa da Nike os resultados são realmente impressionantes. O marketing esportivo, há alguns anos, vem mudando de estratégia e realmente buscando formas de engajar, alcançar e emocionar públicos cada vez maiores em várias partes do mundo.

Qual a melhor estratégia, então, para alcançar públicos expressivos que não terão oportunidade de estarem presentes fisicamente no local dos jogos? Assim como a NFL e o case do Super Bowl, a utilização de vídeos nas redes sociais vem sendo uma enorme aliada no marketing esportivo hoje em dia. A campanha da Nike é um exemplo claro disso, mas não é o único.

Essa Copa do Mundo de futebol feminino está sendo tão relevante exatamente por isso. De forma inédita, várias campanhas estão chamando atenção para o evento, a seleção brasileira, as atletas e, mais importante ainda, o esporte feminino.

Uma outra campanha da Nike, por exemplo, destaca a trajetória da meio-atacante brasileira Andressa Alves. A jogadora da seleção brasileira e do Barcelona, quando criança, utilizava cabeça de bonecas que ganhava de presente como bolas, já que não tinha bolas para jogar futebol. A campanha também foi amplamente divulgada nas redes sociais. Confira o resultado:

A campanha tem o nome A Boneca Que Eu Nunca Pedi e, inclusive, inspirou o design de novas bolas da empresa, que contam com pintura que imitam rostos de bonecas.

Mas não foi somente a Nike que entrou firme nos vídeos online para encantar audiências na Copa do Mundo feminina. Em outro vídeo promocional, a Guaraná Antártica convoca grandes marcas para apoiarem mais as atletas da modalidade e a convidarem para novos comerciais. Veja só o resultado:

O desafio deu certo e diversas marcas também se empenharam em chamar atenção para o futebol feminino e a Copa do Mundo, como a Gol, do ramo da aviação e a Lays, marca de salgadinhos.

Para além das marcas criando campanhas, a própria CBF também utiliza das estratégias para engajar e encantar audiências, especialmente por meio dos vídeos e das redes sociais. Em janeiro deste ano, o órgão lançou uma conta no Instagram voltada para cobrir apenas a Seleção Feminina de Futebol. Lá, os seguidores encontram, além das informações sobre os confrontos, fotos e vídeos de treinos, bastidores, viagens e outros conteúdos especiais. Esse tipo de abordagem visa aproximar o público da equipe, mesmo fora dos horários dos jogos.

Esse tipo de conteúdo vem sendo amplamente utilizado nas ligas esportivas ao redor do mundo e serve para trazer cada vez mais fãs para o esporte. E para além do marketing esportivo, o streaming parece que realmente chegou para ficar.

Streaming esportivo

Você se lembra de como a tecnologia afetou a Copa do Mundo masculina em 2018? Foi a Copa mais digital até hoje, com transmissão via streaming em diversas plataformas, como sites, aplicativos e redes sociais. A Copa do Mundo de futebol feminino ainda está um pouco atrás, mas já está quebrando barreiras.

Além da transmissão inédita em TV aberta dos jogos da seleção brasileira (Globo e Band) e o restante da competição no SporTV, o globoesporte.com também irá transmitir os jogos do Brasil pela internet.

Na Alemanha, a DAZN, plataforma de streaming esportivo de nível global, comprou os direitos de todos os jogos da competição. A DAZN já possui os direitos da Champions League e, agora, investe no mercado do futebol feminino.

James Rushton, diretor comercial da plataforma afirmou: “Com esse nível de interesse pelo campeonato nunca visto antes, estamos dados aos torcedores na Alemanha uma cobertura extensiva por meio de nossas plataformas (DAZN, Spox e Goal.com), assim eles não vão perder nenhum lance. Queremos produzir conteúdos em todas as plataformas para aproximar os fãs das grandes estrelas”.

Além da transmissão dos jogos, as plataformas ainda oferecerão melhores momentos de todos os jogos, alguns até veiculados pelas redes sociais.

Tudo indica que essa Copa do Mundo seja um momento inédito e incrível para o esporte feminino mundial e nós estaremos de olho por aqui. E você?


marketing esportivo da copa do mundo feminina


Por: Débora Gomes

Produtora de conteúdo no Blog da Samba, trabalha com marketing digital com foco em atração por meio de estratégias de conteúdo e SEO.

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