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CORRENTE CRÍTICA: O fim do desperdício em projetos

CORRENTE CRÍTICA: O fim do desperdício em projetos

Estouro no orçamento, atrasos e comprometimento do conteúdo são os principais problemas enfrentados em projetos de software.

Avaliando que em projetos baseados no modelo PMI, a fase de planejamento corresponde em média a 30% do cronograma total, verifica-se o verdadeiro caos que é trabalhar com estimativas de projetos de software. Para quebrar esse paradigma o físico israelense. Dr. Eliyahu M. Goldratt apresentou ao mundo a Corrente Crítica.

A Corrente Crítica é considerada um dos maiores avanços na área de gerenciamento de projetos dos últimos 30 anos e tem sua origem na Teoria das Restrições.

Assim como em uma corrente, a empresa é tão forte quanto o seu elo mais fraco. Logo, se quisermos melhorar o desempenho do sistema, precisamos conhecer sua principal restrição e atuar nela, de forma a promover um processo de melhoria contínua. (A Meta, Eliyahu Goldratt)

Conforme Goldratt explica no livro “Corrente Crítica” as previsões de estimativas são fornecidas sempre por pessoas distintas, que têm somente acesso às etapas dos projetos nas quais estão diretamente envolvidas. Há uma tendência natural, impulsionada pela incerteza característica da atividade, de se pôr o máximo de segurança nos tempos de processo.

Diferentemente dos atrasos de uma atividade, que são passados para outras atividades por completo, comprometendo todo o cronograma do projeto, os avanços feitos em uma atividade são geralmente desperdiçados. Estes mecanismos de “segurança” que são embutidos e prejudicam as estimativas são o que o autor caracteriza como:

• Síndrome do estudante: é esperar que uma atividade se torne realmente urgente para realizá-la.

• Lei de Parkinson: é fazer com que o trabalho se expanda para preencher todo o tempo disponível, mesmo que a atividade possa ser concluída antes do tempo, o recurso gastará todo o tempo estimado.

A Corrente Crítica sugere que se planeje as atividades estimando suas durações de forma agressiva, reduzindo o tempo, mas de forma que seja possível a realização, para cada atividade do cronograma.

Os tempos estimados que representam essa “margem de segurança”serão colocados ao final do cronograma, que geralmente é uma estimativa baseada na média da duração das tarefas. Assim consegue-se uma redução em torno de 50% da estimativa original do cronograma. Esta margem de segurança é chamada de “pulmão”.

 

Podemos perceber que trabalhar com corrente crítica em projetos é uma mudança de paradigma necessária e fundamental para que os projetos de software possam ter respaldo e confiança dos clientes, eliminando todos os desperdícios que são embutidos nas atividades estimadas.

As metodologias ágeis também trabalham de forma a reduzir as “margens de seguranças” existentes em cronograma de projetos. Uma agregação de valor para os projetos de software poderia ser o uso de uma metodologia ágil com os conceitos de Corrente Crítica. Vale à pena pensar no assunto!

REFERÊNCIAS:

GOLDRATT, ELIYAHU. The Goal. Great Barrington: North River Press, 1992.

GOLDRATT, ELIYAHU. Critical Chain. Great Barrington: North River Press, 1997.

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Por: Sambatech

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