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Empresas que não investem EAD estão perdendo um mercado de R$7 bilhões

Uma pesquisa da Instructure, uma empresa de tecnologia educacional, defende que empresas que não investem em EAD, especialmente para treinamento e desenvolvimento corporativo, podem estar perdendo um mercado de cerca de R$7 bilhões.

No atual mercado de trabalho, a busca por treinamentos, especializações e desenvolvimento de novas habilidades é cada vez maior e mais essencial para o trabalhador. Empresas de educação ou que oferecem cursos de treinamento e desenvolvimento estão encontrando um mercado amplo para investimento, mas, o estudo da Instructure mostra que a maioria ainda está perdendo dinheiro por não investir em Ensino a Distância (EAD).

Os dados da pesquisa indicam que 50% dos brasileiros adultos estariam mais dispostos a fazer um curso de treinamento e desenvolvimento se ele fosse oferecido na modalidade a distância. Além disso, 70% acreditam que esse tipo de curso, em formato EAD, deveria ser padrão. Em média, os entrevistados estariam dispostos a pagar cerca de R$900 por curso e 11% pagariam 3 mil ou mais. Por meio de dados retirados do IBGE Cempre (Cadastro Central de Empresas) e da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), a Instructure afirma que empresas de treinamento terceirizado e outros cursos podem estar perdendo um mercado de R$6,99 bilhões por não oferecerem opção de ensino a distância.

Outro dado importante diz respeito a faixa etária dos entrevistados interessados em cursos no formato EAD. Os entrevistados de 45 a 50 anos indicaram que estariam mais dispostos a fazer um curso a distância do que presencial. Além disso, mais da metade afirmou que não acredita que a idade seja uma barreira impeditiva para aprender por intermédio da tecnologia. E no que diz respeito ao formato dos cursos a distância, 41% dos entrevistados consideram que, para decidirem fazer um curso online, o aprendizado por meio de vídeos é fator essencial e decisivo.

Esse movimento de crescimento do interesse pelo ensino a distância já é observado há um certo tempo no Brasil. Hoje, 26% dos alunos de graduação estão matriculados na modalidade EAD. Segundo dados de uma pesquisa da Sagah, a expectativa é de que em 2023 esse número ultrapasse a metade dos estudantes de ensino superior do país. Hoje, existem mais de 1 milhão de estudantes EAD no Brasil. Em 2005, esse número era de 100 mil, o que indica crescimento de 1000% em uma década.

Lars Janér, diretor LATAM da Instructure afirma: “Os dados sugerem que eles (as empresas) poderiam estar aumentando o número de alunos que possuem, suas receitas e qualificando a maneira como ensinam profissionais interessados em continuar aprendendo. Alguns podem se preocupar com o fato de os profissionais mais antigos preferirem técnicas de aprendizado tradicionais, mas nossa pesquisa sugere que muitos prefeririam se envolver com tecnologias de ensino à distância”.

Por: Débora Gomes

Produtora de conteúdo no Blog da Samba. Estuda Letras na UFMG e trabalha com marketing digital com foco em atração por meio de estratégias de conteúdo e SEO.

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