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YouTube anuncia regras de monetização ainda mais rigorosas

Na noite de ontem (16/01), o Youtube anunciou mais mudanças nas regras de monetização e relacionamento da plataforma. As regras, que já eram consideradas bastante rígidas, tornam ainda mais difícil a tarefa de ganhar dinheiro pelo Youtube. As novas regras, segundo a própria empresa, foram instituídas para proteger os anunciantes, os usuários e os criadores de conteúdo.

Em anúncio, o Youtube afirma que o ano de 2017 foi bastante desafiador para a empresa, que sempre buscou a melhor forma de proteger os usuários e impedir que a plataforma se torne um local para veicular mensagens e conteúdos impróprios. Diversas medidas foram tomadas ao longo do ano anterior para garantir que os anunciantes não fossem associados com mensagens ofensivas – e até criminosas – mas a plataforma sentia que era preciso mais esforço para garantir que as propagandas sejam veiculadas apenas com vídeos que refletissem os valores desses patrocinadores. As mudanças nas regras de monetização realizadas no ano passado já foram suficientes para causar um efeito de debandada, no qual diversos YouTubers famosos, até mesmo no Brasil, resolveram abandonar a plataforma e investir em projetos fora dela. Nomes como Felipe Neto e Whinderson Nunes lançaram projetos paralelos, buscando fonte de renda para além do YouTube.

A empresa anunciou, em dezembro, que iria redefinir completamente padrões de anúncios na plataforma de vídeos.

Pensando em resolver essas questões com anunciantes, o YouTube divulgou três mudanças significativas que afetam diretamente os criadores de conteúdo e a monetização dos vídeos na plataforma. Segundo eles, as regras para se inscrever no programa de monetização ficam, agora, ainda mais rígidas. A empresa anunciou, ontem, três grandes mudanças para o programa de parceiros (YPP – YouTube Partners Program).

Critérios mais rígidos para monetização

Monetizar os vídeos nada mais é que ganhar dinheiro com eles. No caso do YouTube, os vídeos ativos para monetização são colocados para rodar propagandas e, com isso, o criador de conteúdo recebe uma quantia – embora não tão significante – de dinheiro por isso.

E, mesmo que muita gente ainda acredite ser fácil ganhar dinheiro com seus vídeos pelo YouTube, essa noção está muito longe da realidade. Ao longo do ano passado, somente canais com um acúmulo de 10 mil visualizações poderiam se inscrever para monetização. Parece pouco?

Segundo pesquisa feita com 2.000 produtores de vídeo e realizada pela Samba, a maioria esmagadora (85%) deles não atingem 1.000 visualizações por vídeo. 36% não chegam a 100 visualizações. Apenas 15% dos criadores conseguem alcançar mais de 1.000 visualizações em cada vídeo e apenas 3% alcançam mais de 10.000 visualizações. Confira os outros números da pesquisa aqui.

Se já era difícil antes, as mudanças anunciadas ontem dificultam ainda mais. O YouTube anunciou que, após análise cuidadosa e criteriosa, precisavam analisar melhor quais canais mereceram o direito de veicular propagandas em seus vídeos. E, em vez de analisarem unicamente o número de visualizações, serão considerados também o tamanho do canal, engajamento da audiência e comportamento do criador de conteúdo.

Por isso, começando a valer imediatamente, somente canais com 1.000 inscritos e no mínimo 4 mil horas de conteúdo assistido nos últimos 12 meses serão validados para o programa de monetização. Os canais já existentes que estão ativos para monetização mas não cumprem os requisitos serão reavaliados e removidos do programa até o dia 20 de fevereiro.

Além disso, será também avaliado o comportamento do canal. A plataforma irá revisar, manualmente, as violações das regras da plataforma, spam e denúncias para garantir que os canais estejam de acordo com as diretrizes do site. Todos os canais atualmente ativos para monetização serão avaliados automaticamente.

novas regras youtube

Painel de um canal que não está com a monetização ativada

Se o seu canal não está dentro das regras, o YouTube te mostra quantas horas de exibição você tem nos últimos 12 meses e quantos inscritos ainda são necessários para ativar a geração de receita.

Alteração das regras do Google Prefered

O Google Prefered unia os maiores criadores de conteúdo com grandes marcas de anunciantes. Anteriormente, os canais selecionados eram os que tinham maior engajamento da audiência, porém, de agora em diante, os canais selecionados passarão por análise manual para avaliar se, de fato, esse conteúdo é relevante para os anunciantes e não veicule nenhuma mensagem negativa ou criminosa.

Grande parte dessa mudança pode ter sido motivada pela controvérsia envolvendo Logan Paul, um dos maiores YouTubers do mundo. O jovem de 22 anos colocou no ar um vídeo no qual mostrava, explicitamente, o corpo de uma vítima de suicídio. Como seu canal possui um pouco mais de 15 milhões de assinantes, esse vídeo foi selecionado, pelo próprio YouTube, para a sessão de destaque do site, baseado no número de visualizações e alcance. Isso causou revolta por grande parte do público, anunciantes e demais criadores de conteúdo. Segundo a plataforma, a partir de agora, todos os vídeos serão manualmente avaliados, o que pode atrasar ainda mais o processo de monetização, até mesmo dos grandes e mais famosos canais.

Mais transparência e controle para grandes anunciantes

Ano passado, as marcas não tinham controle e nem informações a respeito de onde seus anúncios eram veiculados. Segundo o YouTube, a partir de agora, terão mais transparência e controle a respeito dos anúncios.

O YouTube afirma que criou um sistema de três camadas (apesar de não terem descrito quais são os passos) que permitirá que os anunciantes avaliem se suas propagandas estão associadas com conteúdos que consideram apropriados. Segundo eles, isso fará com que as marcas tenham mais dados e compreendam com mais facilidade as vantagens dos anúncios em determinados canais.

Além disso, a plataforma promete mais transparência para os anunciantes, criando um sistema que foca na segurança da marca. Nesse sistema, será possível que terceiros reportem quaisquer problemas relacionados à exposição de marca no YouTube. Os sistemas ainda estão em fase de testes e funcionarão em esquema de parceria com outras plataformas.

Segundo a empresa, o conturbado ano de 2017 no mundo dos conteúdos online serviu para a realização de mudanças duras, porém necessárias. Essas mudanças visam cumprir a promessa feita às grandes marcas e anunciantes da plataforma: alcançar mais de 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo que sejam engajadas com os conteúdos.

A empresa termina o anúncio com a seguinte frase: “Valorizamos a parceria e a paciência de todos os nossos anunciantes até o momento e estamos ansiosos para fortalecer esses laços em 2018.”


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Por: Débora Gomes

Produtora de conteúdo no Blog da Samba. Estuda Letras na UFMG e trabalha com marketing digital com foco em atração por meio de estratégias de conteúdo e SEO.

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