Scrum: como funciona essa metodologia ágil?

Scrum: como funciona essa metodologia ágil?

Em meio a uma rotina constantemente atarefada, gerenciar projetos alcançando bons resultados pode ser um desafio. Para manter-se dentro do tempo e dos custos determinados os profissionais podem contar com a metodologia ágil do Scrum

O Scrum é um termo bastante popular para aqueles que trabalham diretamente com tecnologia, sendo muito utilizado por times de desenvolvimento de software. Entretanto, essa metodologia não se resume a isso, e suas práticas podem ser utilizadas em diversos tipos de projetos, principalmente por profissionais de planejamento e controladoria. 

Você sabe o que é Scrum e como suas dinâmicas podem ser aplicadas para gerenciamento de projetos? Este artigo traz a resposta para essas e outras perguntas. Confira!

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O que é Scrum?

A abordagem Scrum foi desenvolvida por Jeff Sutherland pensando em otimizar a gestão e o planejamento. Propondo que um projeto pode ser aprimorado através de reuniões frequentes e uma divisão em ciclos de atividades, Jeff baseou seu trabalho em como melhorar processos com agilidade. Dessa forma, o Scrum ficou conhecido como uma metodologia ágil, já que estas são basicamente métodos e práticas baseados nos valores e princípios expressos no Manifesto Ágil. Sendo assim, o Scrum é um framework simples para gerenciar projetos complexos, implementando o desenvolvimento ágil, ele pode ser usado por empresas que estão no processo de transformação digital.

O Scrum possui três pilares fundamentais: 

Transparência:

Diz respeito à transparência dos processos, requisitos de entrega e status. Isso significa que todos os envolvidos precisam ter conhecimento do andamento dos projetos.

Inspeção:

Consiste na inspeção constante de tudo que está sendo feito no projeto. Pode ser feita nas reuniões diárias ou no Sprint Review.

Adaptação:

Trata-se da adaptação tanto do processo, sempre preservando os valores e práticas, quanto do produto às mudanças.

Os três papéis básicos do Scrum

1. Scrum Master:

É o responsável por ajudar a todos os envolvidos a entender e abraçar os valores, princípios e práticas do Scrum. Sendo assim, é necessário que ele tenha muito conhecimento acerca do Scrum. Seu papel é executar a liderança do processo e ajudar a equipe a desenvolver sua própria abordagem no Scrum. Podemos dizer então, que seu papel é o de facilitador do processo para a equipe.

2. Product Owner:

É o ponto central com poderes de liderança sobre o produto. Trata-se do único responsável por decidir quais recursos e funcionalidades serão construídos e qual a ordem em que devem ser feitos. Além disso, é responsabilidade dele manter e comunicar a todos os outros participantes uma visão clara do que a equipe Scrum está buscando alcançar no projeto. Também cabe a ele priorizar os itens do Product Backlog.

3. Dev Team:

Basicamente são as pessoas que de fato constroem o projeto. No Scrum quem decide como fazer as coisas é o time, e não o gerente ou qualquer outra pessoa. A ideia principal é que a equipe se auto organize para determinar a melhor maneira de realizar o trabalho, buscando sempre atingir a meta estabelecida pelo Product Owner.

É importante lembrar que, a metodologia scrum pode ser utilizada em diversos contextos, um exemplo é a utilização da metodologia na educação com o Eduscrum. Quer saber mais sobre o assunto? Baixe o nosso e-book gratuito, clicando aqui ou no banner abaixo.

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Com funciona a dinâmica do Scrum?

Primeiramente precisamos começar com a visão do produto. O Product Owner é o responsável por promover essa visão, que pode ser um business case ou qualquer outro tipo de macroplanejamento. O importante é que ele descreva o que quer e onde quer chegar. Em seguida, é necessário desmembrar essa visão em todas as suas funcionalidades necessárias.

A lista de funcionalidades necessárias é chamada de Product Backlog. Ordenadas por prioridades, ou seja, aquilo que agrega mais valor ao negócio, as funcionalidades são organizadas e priorizadas pelo Product Owner, que pode contar com o auxílio do Scrum Master.

Todo o projeto deve ser dividido em Sprints. Basicamente, os Sprints são períodos onde alguns itens selecionados do Project Backlog serão construídos e entregues. Para o planejamento dos Sprints devemos obedecer a uma regra básica do Scrum: os eventos de duração fixa, ou Time Boxed. Isso significa que todos os Sprints precisam ter uma mesma duração fixa, podendo ser, normalmente, entre duas e quatro semanas.

Como funcionam os ciclos de sprint?

Antes do início de cada Sprint é necessário que aconteça uma reunião de planejamento, também chamada de Sprint Planning. Nesta reunião é criado o Backlog da Sprint, e com base na capacidade e velocidade da equipe Scrum, também é definido quantas funcionalidades podem ser completamente construídas no tempo de cada Sprint.

Após definir o Backlog da sprint, as priorizações do que será feito naquele período precisa ser acordada com a equipe. Após o término de cada Sprint é esperado que um incremento do produto seja entregue. Isso significa, que a cada término de atividade uma parte funcional do projeto precisa ser apresentada. Vale ressaltar que os itens seguintes a serem desenvolvidos não são escolhidos de forma aleatória, mas sim seguindo uma lista de importância definida pelo Product Owner.

À medida que os incrementos do produto vão sendo entregues, pode-se verificar a necessidade de mudanças. O papel do Product Owner nesse momento é a identificação desses déficits e inserção das mudanças no backlog de acordo com sua prioridade. Todo o processo é repetido até que o backlog seja construído por completo e o produto final esteja pronto.

As reuniões diárias, ou Daily Scrum, são fundamentais para o bom desenvolvimento do Scrum. O ideal é que seja feita uma reunião de no mínimo 15 minutos em que todos os membros do time respondam a três perguntas básicas:

O que foi feito ontem que ajudou o time atingir a meta do Sprint?

O que vai ser feito hoje para ajudar o time a atingir a meta do Sprint?

Existe algum impedimento que não permita que o time ou um membro dele atinja a meta do Sprint?

Ao responder essas três questões, todos conseguem visualizar de uma maneira geral como está progredindo o trabalho do Sprint.

Para encerrar cada Sprint, ou seja, cada ciclo de trabalho, duas atividades adicionais são fundamentais. A primeira delas é chamada de Sprint Review e seu objetivo é validar e adaptar o produto que está sendo construído. De modo mais claro e simples, trata-se de verificar se o que está sendo feito encontra-se de acordo com o esperado e se adaptações são necessárias. Esta é a parte do processo em que o Product Backlong é atualizado.

Enquanto o objetivo do sprint review é verificar necessidades de adaptações no produto, a Retrospectiva tem como objetivo verificar as necessidades de adaptação no processo. Este é o momento em que é feita a análise do que é positivo ou negativo, o que deve ser melhorado ou interrompido no processo. 

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Conclusão

Vale lembrar que apesar de o Scrum ter sido criado para atender demandas de equipes de desenvolvimento de softwares, essa metodologia pode ser aproveitada independente do setor ou área da empresa em que atue. Seus conceitos e práticas ágeis visam dar mais dinamismo e velocidade para os projetos. Além disso, seus princípios pontuam partes importantes para o sucesso de qualquer projeto: acompanhamento constante e registro de tarefas de modo visual. 

Esta metodologia inspira mudanças de paradigmas e dinâmicas das empresas. Visando sempre ganhos, a ferramenta Scrum proporciona maior motivação da equipe. Para quem faz gerenciamento de projetos, existem desafios diários que precisam ser superados e esta metodologia pode otimizar processos obsoletos ou que apresentem falhas quando postos em prática.

Continue aprofundando no assunto e leia aqui o nosso artigo sobre outros métodos ágeis.

Por: Sambatech

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