Por Em , Em julho 20, 2018

Indicadores educacionais para ensino a distância

O que determina o sucesso de um EAD? Quais são os indicadores educacionais de qualidade dos cursos online? No Brasil, órgãos como o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) criam diretrizes e métricas que apontam para qual caminho as instituições de ensino devem seguir para melhorar a qualidade do ensino.

Assim como no ensino presencial, acompanhar o desenvolvimento, o crescimento e, sobretudo, a qualidade do ensino a distância é essencial para consolidar essa modalidade de ensino como referência no Brasil. E como o ensino a distância está crescendo em um ritmo acelerado no Brasil, é cada vez mais importante acompanhar como as instituições de ensino estão se preparando para se adaptar e proporcionar a melhor experiência possível para os estudantes.

Nesse artigo, vamos conhecer um pouco mais desses indicadores educacionais e porque eles são tão importantes para a qualidade do ensino EAD. Antes, você pode conferir nesse checklist as tarefas importantes para colocar seu curso online no ar e ver como anda seu projeto!

Nova call to action

O que são indicadores educacionais?

De forma bastante resumida, indicadores são parâmetros que indicam se uma determinada atividade está atingindo os objetivos propostos ou se, de alguma maneira, é necessário algum tipo de intervenção. Mas como, de fato, medir qualidade em números? É aí que entram os indicadores educacionais.

Podendo ser tanto quantitativos quanto qualitativos, os indicadores educacionais são estabelecidos para atribuir um valor analítico e mensurável para a qualidade de uma escola ou um curso. Uma característica importante é que eles não levam em conta somente o desempenho do aluno, mas também qual contexto socioeconômico daquela determinada instituição de ensino. Em geral, os indicadores educacionais levam em conta o acesso, a permanência e a aprendizagem de todos os alunos de uma instituição de ensino específica, sendo ela tanto presencial quanto a distância.

Quando pensamos em métricas, análises e dados, é importante sempre lembrar que eles não foram criados para punir as escolas e cursos, muito pelo contrário, são indicadores que visam compreender como os investimentos e políticas públicas impactam a educação, como o aprendizado está caminhando e tudo que é possível fazer para melhorá-lo. Então, os indicadores são extremamente benéficos tanto para as instituições, os alunos e, claro, a educação do país como um todo.

É importante lembrar, porém, que os cursos livres, por não serem regulamentados pelo MEC, não são considerados para avaliação dos indicadores educacionais. Se você quiser saber um pouco mais sobre a legislação de cursos livres, pode conferir neste artigo clicando aqui.

Vamos ver um pouco mais como é medido cada indicador educacional:

Indicadores educacionais qualitativos

Os indicadores qualitativos não são expressos por números, porcentagens ou dados. Indicadores educacionais qualitativos representam conceitos e valores subjetivos, como se fossem ‘opiniões’ sobre algo. Em geral, dados qualitativos são adquiridos por meio de pesquisas de opinião e entrevistas com sujeitos que fazem parte daquele meio.

Qualidade de vida, por exemplo, é um indicador qualitativo. Não é possível medi-lo em números, mas é extremamente importante para expressar o sentimento e a voz dos indivíduos a respeito de um determinado assunto estudado. No caso de indicadores educacionais, uma boa maneira de se obter dados qualitativos seria desenvolvendo entrevistas não só com os alunos da instituição, mas também os professores e funcionários.

Indicadores educacionais quantitativos

Ao contrário dos qualitativos, indicadores educacionais quantitativos são expressos exatamente em números, estatísticas e porcentagens. Aqui, são valores absolutos e objetivos. Por exemplo, um indicador educacional quantitativo poderia ser a porcentagem de alunos que foram aprovados no vestibular. Esses indicadores são apurados de acordo com dados reais da realidade da instituição de ensino e calculados de acordo com fórmulas e técnicas estatísticas.

Como analisar tais indicadores?

É muito importante entender que os indicadores qualitativos e quantitativos são muito úteis se analisados em conjunto. Por exemplo, é possível ter uma ideia geral da qualidade de ensino analisando somente notas, porcentagem de aprovação e dados concretos, porém, combinando tais dados com aspectos qualitativos é que o pesquisador tem uma ideia do contexto geral da instituição de ensino.

Então, o ideal é que para se ter uma ideia do ensino, aprendizado e competência dos professores de uma instituição, os dados quantitativos e qualitativos devem ser analisados em conjunto. Além disso, a análise conjunta facilita o entendimento de quais ações de melhoria são, de fato, aplicáveis na realidade da instituição de ensino.

Principais indicadores educacionais

O INEP é o órgão responsável por criar e realizar as avaliações das instituições de ensino do país, tanto presenciais quanto a distância. Alguns dados podem ser avaliados em ambas as modalidades de ensino, mas, é claro, o EAD possui particularidades que exigem indicadores específicos para ele. Um exemplo é o fato de o EAD não ser permitido para os níveis fundamental e médio, então, indicadores específicos para esses níveis escolares não se enquadram no ensino a distância.

Por exemplo, no ensino fundamental e médio temos alguns indicadores básicos:

  • Média de alunos por turma

Esse dado é medido tanto para o Brasil, quanto para as UFs e os municípios. É um dado quantitativo que mostra a média de alunos por cada turma dentro das escolas.

  • Taxa de distorção de idade/série

A taxa de distorção idade/série diz respeito a idade dos alunos e a série em que eles estão em relação a série que deveriam estar. De certa forma, avalia a porcentagem de reprovação dos alunos de uma instituição.

  • Rendimento escolar

Avalia as taxas de aprovação, reprovação e abandono escolar.

Porém, nosso foco aqui será os novos indicadores educacionais que medem a qualidade das IES (instituições de ensino superior), sobretudo na modalidade a distância.

Ensino superior presencial e a distância

Em relação às instituições de ensino superior, o INEP divulgou no ano passado novos instrumentos de avaliação da qualidade. Em geral, esses indicadores educacionais se encontram abaixo de três escopos, o de Organização Didático-pedagógica, corpo docente e tutorial e Infraestrutura. Dentre outros, esses indicadores auxiliam o MEC a identificar se uma determinada instituição de ensino deve ou não receber autorização para funcionar regularmente.

A cada indicador educacional a instituição de ensino recebe um conceito de 1 a 5, sendo 1 a avaliação mais baixa e 5 a mais alta.

Como são muitos indicadores, confira alguns dos mais relevantes e ao final do artigo você pode conferir um .pdf com o arquivo completo, com todos os indicadores e critérios de avaliação.

Dimensão didático-pedagógica

    • Objetivos do curso: Para atingir a nota máxima nesse indicador, a IES deve ter os objetivos de curso implementados considerando o perfil profissional do egresso, a estrutura curricular, o contexto educacional, características locais e regionais e novas práticas emergentes no campo do conhecimento relacionado ao curso
  • Estrutura curricular: A estrutura curricular deve considerar a flexibilidade, a interdisciplinaridade, a acessibilidade metodológica, a compatibilidade da carga horária total e evidenciar a articulação da teoria com a prática. Além disso, é obrigatória a oferta da disciplina de LIBRAS para todos os cursos de licenciatura. Também é levado em conta mecanismos de familiarização com a modalidade a distância.
  • Atividades de tutoria (EAD): Esse é um indicador exclusivo para cursos a distância e diz respeito à atuação de tutores no atendimento de demandas didático-pedagógicas dos estudantes. A tutoria inclui, inclusive, atividades presenciais para complementar os estudos e auxiliar o aprendizado dos alunos.
  • Ambiente Virtual de Aprendizagem (EAD): Também exclusivo para cursos EAD, esse indicador mede a qualidade da plataforma digital de aprendizagem, incluindo a tecnologia, facilidade de utilização, recursos e ferramentas. É imprescindível também que esse AVA facilite a interação entre professores, tutores e alunos.

Dimensão de Corpo docente e tutoria

  • Equipe multidisciplinar (EAD): Uma das novidades mais importantes dos novos indicadores educacionais do INEP, divulgados em 2017, é a inclusão do indicador Equipe Multidisciplinar, específico para o ensino a distância. Para que a instituição de ensino obtenha a nota máxima é preciso que a equipe multidisciplinar seja constituída por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, e seja responsável pela concepção, produção e disseminação de tecnologias, metodologias e os recursos educacionais para a educação a distância. Além disso, o corpo docente também precisa possuir plano de ação documentado e implementado e processos de trabalho formalizados.
  • Experiência no exercício da docência na educação a distância: Para que se atinja nota máxima nesse indicador educacional, os docentes da IES, quando atuando na educação a distância, devem ser capazes de identificar as dificuldades dos alunos e expor o conteúdo de uma forma adequada para esse ambiente de aprendizado. Além disso, é esperado que apresentem exemplos contextualizados com os conteúdos dos componentes curriculares, e elaborem atividades específicas para a promoção da aprendizagem de discentes com dificuldades e, mais importante, realizem avaliações diagnósticas para utilizarem os resultados para redefinição de sua prática docente no período.
  • Interação entre tutores, docentes e coordenadores de curso a distância: A educação a distância não elimina a necessidade de interação entre professores, tutores e alunos. Pelo contrário, essa modalidade exige uma interação específica, pensada para suas particularidades. Sob esse aspecto, esse indicador educacional é muito importante para garantir a qualidade de um curso online a distância, afinal, mede como se dá a qualidade de interação entre os professores, tutores, estudantes e coordenadores.

Dimensão Infraestrutura

  • Espaço de trabalho para docentes em tempo integral; Espaço de trabalho para o coordenador; Sala coletiva de professores: Esse grupo de indicadores educacionais avaliam, basicamente, características semelhantes. Dizem respeito à estrutura física das IES e se ela proporciona boas condições de trabalho para os docentes. Em outros indicadores, também, são avaliadas as condições das salas de aula, salas voltadas para equipamentos de informática, laboratórios e outras estruturas, pensando na qualidade desses equipamentos para os alunos.
  • Ambientes profissionais vinculados ao curso: Também um indicador voltado para cursos de educação a distância que tenham no Projeto Pedagógico de Curso (PPC) a utilização de ambientes profissional. Para obter a nota máxima “os ambientes profissionais devem estar articulados com a sede ou com os pólos onde há oferta do curso e atendem aos objetivos constantes no PPC, considerando a função de espaços complementares para práticas laboratoriais e/ou profissionais que possibilitam experiências diferenciadas de aprendizagem, as quais passam por avaliações periódicas devidamente documentadas, que resultam em ações de melhoria contínua.”

Como vimos, os indicadores educacionais são muitos e de extrema importância para a educação no país. São eles que garantem que as instituições de ensino estejam caminhando para a evolução constante, acompanhando as mudanças sociais e no próprio ensino do Brasil. Uma dessas mudanças mais relevantes é, inclusive, a expansão do ensino a distância e nesse novo documento do INEP, já estamos vendo como os órgãos educacionais no Brasil estão se preparando para garantir a qualidade dos cursos online em todo país.

Se você quiser se aprofundar no assunto e conferir o documento do INEP na íntegra, com todos os indicadores e conceitos, você pode clicar aqui e baixar o pdf.

E para aprender ainda mais sobre o mercado em expansão do ensino a distância, você pode assistir gratuitamente a esse webinar e ver quais são as tendências do EAD para o futuro próximo!

webinar sobre tendencias ead

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Por Em Em abril 27, 2018

Vídeos Personalizados: como aumentar o engajamento da sua audiência

Sejamos honestos: em um mar de novos produtos lançados, e-mails marketing e posts patrocinados, ganha a atenção da audiência quem consegue encantá-la da melhor forma. Esse encantamento pode vir de vários jeitos, mas, na era da personalização, quanto mais próximo e conhecedor de seu público você for, maior a chance de conquistá-lo. É exatamente aí que entram os vídeos personalizados.

Vivemos a era da customização e da exclusividade e, nesse momento, devemos entender que as pessoas não querem mais ser encaixadas em padrões e tratadas como massa. Muito pelo contrário: elas querem tratamento diferenciado e isso pode ser decisivo para um negócio ser um sucesso ou um fracasso total. Mas, o que queremos dizer com essa “era da customização”?

Continue lendo e dê também uma olhada em nosso guia com outras técnicas de engajamento e conversão em vídeos!

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Era da personalização

Em um contexto de democratização da informação, cada vez mais o consumidor tem acesso à tendências e oportunidades, fazendo necessário ir além para chamar sua atenção. A única certeza que podemos ter é a de que se não mudarmos e nos adequarmos às exigências dos usuários, mais difícil será nos mantermos competitivos. Com a 4ª Revolução Industrial, hoje estamos diante de um novo jeito de consumir, composto por uma tríade:

Empoderamento de colaboradores

A velocidade na tomada de decisão e o engajamento de um time são fatores fundamentais no sucesso de um negócio. Dê sempre poder à quem está na operação e incentive à independência de seus colaboradores!

Automação de processos

Automatizar a operação reduz custos e aumenta a eficiência de forma exponencial. Economizar tempo com atividades que podem ser substituídas por softwares é ganhar tempo para atividades essenciais para o funcionamento do seu negócio.

Encantamento de clientes

Clientes satisfeitos são multiplicadores do seu negócio! O foco deve ser sempre fidelizá-los e se transformar em uma love brand.

Nesse artigo específico iremos focar neste último ponto, que é essencial. É cada vez mais necessário trabalhar para ampliar o encantamento da sua audiência e assim engajá-la para atingir um objetivo específico – seja de realizar uma compra, de divulgar sua marca, de retê-la, etc.

E você sabe qual uma das melhores soluções para isso? Personalizar! É necessário investir um tempo maior na customização não apenas dos produtos, dos serviços e das ideias, mas também dos discursos comerciais. Esse é o momento em que não podemos de forma alguma deixar de lado a defesa dos diferenciais competitivos que nos tornam verdadeiramente únicos no mercado.

E com o auxílio de pesquisas de opinião, formulários de conversão e cookies de navegação é possível se aproximar do cliente com uma abordagem exclusiva, se diferenciando na multidão. E para ir além, surge uma nova forma de prender a atenção do seu consumidor: unir vídeos e exclusividade com os vídeos personalizados!

O que são vídeos personalizados?

O monstruoso volume de conteúdos divulgado a todo momento gerou um novo problema: a generalização. Está cada vez mais difícil engajar uma audiência ou os seus próprios clientes.

A proposta do vídeo personalizado, portanto, é criar um conteúdo próprio para cada receptor. Esse processo pode ser baseado em uma lista de leads exportada do seu CRM, da sua plataforma interna de gestão de pessoas ou até mesmo da reunião de todos os seus clientes. A partir de quaisquer uma dessas informações, os “espaços” em branco dentro do vídeo são preenchidos e resultam em um produto exclusivo para cada tipo de público – sejam colaboradores, clientes ou leads.

Esse tipo de vídeo tem se tornado cada vez mais popular, uma vez que consegue falar diretamente com o receptor, de forma exclusiva – trazendo seus dados, gostos e opiniões – e assim, quase automaticamente, capta sua atenção.

Esse tipo de vídeo é capaz de gerar uma média de retenção e engajamento muito maior do que conteúdos genéricos e pode ser um diferencial em diversas estratégias – desde onboarding até marketing digital. Saiba mais no próximo tópico.

Quais são as possíveis aplicações para os vídeos personalizados?

Com as possibilidades de personalizar o seu contato, surgem várias aplicações para os vídeos personalizados online. Confira alguma delas:

Onboarding

Tem um colaborador ou cliente novo na sua empresa? Esqueça os e-mails gigantes e impessoais.

Dê as boas-vindas a eles de forma dinâmica e personalizada. Coloque as informações mais importantes sobre essa nova etapa em um vídeo exclusivo e acelere sua rampagem e absorção de conteúdo para que os resultados venham de forma mais rápida.

Vendas e Upsell

Aumento de receita é um objetivo em comum para quase todas as empresas e, por meio dos vídeos personalizados, isso pode se tornar bem mais simples. Você pode usar esse tipo de conteúdo para ativar sua base de usuários, enviar propostas personalizadas, apresentar novos produtos e muito mais.

Nesse caso, o interessante é que cada negócio pode utilizar variáveis específicas para criar seus vídeos de forma ainda mais criativa. Por exemplo, faculdades em época de matrícula podem aproveitar para enviar um vídeo à sua base contando aos alunos sobre as novidades do próximo semestre e condições exclusivas para o curso que a pessoa deseja, e muito mais!

E falando em usar vídeos para vender mais, temos um infográfico completo que pode te ajudar a ter mais ideias para gerar oportunidades além dos vídeos personalizados. Confira!

infografico videos para gerar oportunidades de vendas

Conversão

Quantos milhares de e-mails um lead recebe por dia? E um colaborador dentro de uma grande empresa? Não é fácil se destacar na caixa de entrada de alguém diante disso. Portanto, usar vídeos personalizados é novamente uma boa estratégia. Com esses materiais você pode aumentar suas taxas de engajamento e conversão em ritmo acelerado.

Experimente enviar convites e mensagens customizadas com informações específicas a cada usuário e veja como isso impacta seus resultados.

Fidelização

Já ganhou o cliente ou está com sua comunicação interna alinhada? Então é hora de pensar em ações e estratégias para fidelizar as pessoas e mantê-las apaixonadas por sua marca e pelo que você oferece.

Portanto, pense em criar ações promocionais, lembretes de aniversários e de datas temáticas e crie laços para reter sua audiência e direcioná-la ao objetivo pretendido.

Quem já usa?

Agora que você já entendeu um pouco mais sobre vídeos personalizados, te daremos um exemplo tangível de como você pode usá-lo e ter resultados incríveis no seu empreendimento!

A Wine, um portal especializado em conteúdos e na comercialização de vinhos, estava completando 9 anos de existência e queria comemorar com seus clientes de uma forma surpreendente. Então, o que a empresa fez foi apostar nos vídeos personalizados.

Com o nome de “Nossa história juntos dá até um filme”, a Wine criou um pequeno vídeo para seus clientes no qual contava a história de cada um deles com a plataforma desde o primeiro momento. O conteúdo incluía informações exclusivas de cada pessoa como seu nome, tempo na plataforma, vinho preferido e mais. Esse vídeo foi enviado por email aos usuários e seus resultados em termos de consumo e engajamento foram incríveis!

Segundo a Wine, com esse vídeo personalizado, a taxa de abertura dos email chegou aos 46% e a taxa de cliques no material foi de quase 60%. De acordo com Ingrid Pereira, responsável pela comunicação da Wine, o foco da empresa foi entregar a melhor experiência possível aos seus clientes. “Percebemos que o vídeo gera mais empatia, relacionamento e aproximação. A personalização é o que o consumidor mais procura. Ele não quer mais ser tratado como parte de um grupo, ele deseja ser visto como um ser individual e, quando fazemos essas ações, reforçamos esse desejo. Com certeza, falar com cada um como único é o que cria diferenciação para um negócio”, afirma.

Confira o vídeo:

O projeto gerou uma resposta extremamente positiva do público e alcançou milhares de pessoas, criando além do fortalecimento da relação com os clientes, uma exposição da marca muito proveitosa.

O que você precisa para criar um vídeo personalizado?

Pode parecer muito complicado criar uma inovação tão grande como a de um vídeo personalizado, mas vamos te mostrar que é mais simples do que você imagina. Com os parceiros certos, toda a criação do vídeo personalizado se resume a 4 passos:

1. Template

A primeira coisa da qual você precisa é de um template para seu vídeo personalizado. Esse é o momento de definir como será o “rosto” do seu vídeo e, mais do que isso, qual será a história por trás dele.

Portanto, capriche no layout do vídeo e também no roteiro desse conteúdo – lembrando de adaptar tudo à sua realidade e à sua demanda por resultados. Se quiser facilitar sua vida, temos aqui um material gratuito e completo para que você crie seus roteiros de forma simples e rápida. Vale a pena conferir!

Na hora de construir seu template, lembre-se também de já pensar nas variáveis que ele terá e de onde você irá consegui-las. Vamos falar mais sobre elas no próximo tópico.

2. Variáveis

Nome, endereço, gostos, informações de analytics e muitas outras variáveis podem ser incluídas em seu vídeo.

Agora é hora de definir quais serão os elementos que vão mudar de acordo com cada usuário e que vão fazer desse material algo realmente único. Garanta que você pode conseguir essas informações de forma fácil e organizada e que elas irão fazer sentido com o roteiro e o objetivo do seu vídeo. Lembre-se de que você sempre pode puxar dados do seu CRM, Google Analytics, redes sociais ou da sua base de cadastros – seja ela qual for. 

3. Hospedagem e Enconding

Todas essas informações e o próprio conteúdo do vídeo vão acabar gerando milhares de gigas de informações e todos eles precisam ir para algum lugar, não é mesmo? Esse é o papel da hospedagem e do enconding: armazenar todos esses dados em algum espaço da “nuvem” e depois distribuí-los a cada pessoa específica.

Garanta que você tem uma boa estrutura nesse sentido e sempre verifique se os vídeos serão entregues com qualidade máxima para todos os dispositivos e sem sofrer problemas de travamento e queda.

4. Relatórios

Só se consegue analisar as ações e planejar  os  próximos passos por meio de um aprofundamento nos relatórios dos vídeos. Portanto, em toda campanha de vídeos personalizados é importante que você também tenha dados detalhados sobre sua retenção, compartilhamento, conversão e outras variáveis que também podem ser extraídas como peça inovadora.

Verifique se seu parceiro de tecnologia oferece essa funcionalidade e faça um ótimo proveito dela!


Agora que você já conhece os vídeos personalizados e já sabe sobre seu funcionamento e aplicabilidade, pode começar a pensar em formas de usá-los em seu negócio e ter excelentes resultados. Aproveite!

E se você quer ter acesso à essa inovação com o mínimo de trabalho possível, precisa saber que já existem empresas que oferecem esse serviço de forma simples e rápida, sem que você precise se preocupar com a parte operacional do projeto. A Samba Tech é uma delas! Com a nossa solução, você tem uma plataforma única que integra todas as 4 etapas de construção do vídeo personalizado e entrega ao usuário final uma experiência completa.

Fale com um consultor clicando aqui e descubra como nossa empresa pode transformar seu projeto de vídeos personalizados em realidade. É gratuito!

Faça também um teste da nossa plataforma para conhecer melhor seu funcionamento.

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Por Em Em março 23, 2018

14 anos? 8 coisas que aconteceram em 2004 e vão te fazer ficar nostálgico!

Em 2004, muita coisa que hoje a gente considera super normal, ainda nem existia ou estava apenas começando a dar seus primeiros passos. A internet ainda era discada, as pessoas sonhavam em ter um Motorola WV3, o videogame mais popular era o PlayStation 2 e o YouTube ainda nem tinha nascido – acredite, ele só foi surgir em 2005.

Recentemente, as coisas têm evoluído de forma tão rápida que, mesmo um intervalo de tempo tão curto, de apenas 14 anos, parece ter separado nossa realidade atual da idade da pedra. Isso não passa de uma impressão, claro, mas  quando pensamos em 2004 realmente há muito do que se recordar. Apesar de parecer tão distante e comum, esse ano trouxe muitas coisas bacanas principalmente em termos de tecnologia e inovação, que ajudaram a construir o que temos hoje.

Então, para deixar todo mundo nostálgico, separamos em uma lista 8 coisas que aconteceram em 2004 e que fazem desse ano especial – a 8 é a mais importante e você vai entender porque estamos falando tanto desse ano!

Confira:

1. O Orkut estava sendo lançado (e a gente já considerava pakas)

Parece que foi há 100 anos, mas o Orkut nasceu em 2004 e, em pouco tempo se tornou a rede social mais popular do Brasil, tendo 70% da sua base de usuários em nosso país. Hoje a gente acha super brega, mas admita: você já lutou pelo topo dos depoimentos dos seus amigos e enviou gifs cheios de glitter em um scrap (tá perdoado)!

2. Celebridade estava sendo exibida e era uma das novelas mais populares da TV

Se hoje as pessoas se preocupam sobre quando vai sair a próxima temporada de uma série na Netflix, em 2004 o mistério que uniu o Brasil foi: “Quem matou Lineu?”. A novela Celebridade (que inclusive está sendo reprisada atualmente) era uma das mais populares na época e fez muita gente se empolgar com a rivalidade entre as protagonistas Laura e Maria Clara.

3. Netflix ainda era um serviço de locação de filme por correio

E falando em Netflix, se você acha que o serviço é recente, está bastante enganado. A Netflix nasceu em 1997 com uma proposta um pouco diferente do que é hoje: ser um serviço de locação de filmes por correio. Apenas em 2005 nasceu a plataforma de streaming, no modelo que conhecemos e antes disso a empresa ainda quase foi vendida para a – na época gigante – Blockbuster.

4. O último episódio de Friends foi exibido

Friends é uma das séries de comédia mais populares de todos os tempos e não é a toa que durou nada menos do que 10 anos/temporadas. Exibida na NBC, com episódios curtos de no máximo 25 minutos, a série teve seu último episódio no ar no dia 06 de maio de 2004 e ele foi o quarto episódio final de uma série mais assistido na história, com 52,5 milhões de espectadores. Nesse dia vários corações foram partidos ao som de “I’ll be there for you”.

5. Brasil ganhou 10 medalhas nas Olimpíadas de Atenas

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Caso você não se lembre, 2004 foi ano de Olimpíadas e elas aconteceram em Atenas, na Grécia. Nessa edição, o Brasil ganhou 10 medalhas – sendo 5 de ouro – e ficou em 16º lugar no quadro de medalhas. Foi nesse ano também que o Brasil todo se emocionou por Vanderlei Cordeiro de Lima, o maratonista que, após ter sido empurrado por um espectador que invadiu a pista, perdeu a liderança da prova, mas ainda assim conseguiu a medalha de bronze para o país.

6. O Google anunciou a criação do Gmail

Assim como há pouco tempo estávamos lutando por um convite para usar o Nubank, em 2004 o que as pessoas mais desejavam era um convite para o Gmail. O serviço do Google, que foi lançado nesse mesmo ano, oferecia espaço de armazenamento de 1G e, para quem estava acostumado a ter poucos megas em qualquer tipo de coisa, isso era surreal (hoje o serviço oferece 15x mais espaço e há quem ainda ache pouco).

7. O filme Meninas Malvadas foi lançad

Se em 2004 você ainda era um adolescente (ou pelo menos uma pessoa que convivia com eles) você sabe do que eu estou falando. O filme Meninas Malvadas, com um elenco composto por Rachel McAdams, Lindsay Lohan e Amanda Seyfried foi lançado nesse ano e rapidamente se tornou um fenômeno teen. Até hoje o filme é um clássico pop – responsável por inúmeros GIFs e memes – e eternizou cenas como a apresentação de natal e a hora da confissão.   

8. A Samba nasceu!

E por fim, para nós, o evento mais marcante e especial de 2004 aconteceu bem aqui em BH, em um escritório pequeno: a Samba nasceu! Na época a gente ainda não era Tech, era Mobile, e nossos primeiros anos de existência foram dedicados à uma atividade bastante diferente da que executamos hoje, que era a distribuição de joguinhos para celular. Com o tempo, percebemos que a grande tendência para os próximos anos eram os vídeos e fizemos uma aposta certeira: mudamos nosso direcionamento para esses conteúdos e nos tornamos a Samba Tech, uma empresa especializada na distribuição de material audiovisual.

Hoje, 14 anos, muitos desafios e muitos prêmios depois, nossas soluções vão muito além e oferecemos tecnologia e estrutura para suportar diferentes tipos de negócios em vídeos. Nesse período, aprendemos muito, crescemos muito e tivemos centenas de pessoas nos ajudando a construir essa empresa. Se hoje somos referência no mercado, isso é mérito de cada um que passou por aqui.

E claro, em 14 anos nós mudamos muitas coisas, mas muitas outras também permaneceram: nossa cultura, o cuidado com as pessoas, o zelo pelos clientes e a excelência em nossas soluções. Isso não vai se perder!

Temos idade de adolescente, mas as experiências que acumulamos nesses 14 anos é que nos fizeram tão grande. Por isso, a gente espera ainda comemorar muitos e muitos anos!

E claro, não poderíamos deixar de enviar nosso muito obrigado a todos que acompanharam a Samba nessa trajetória: vocês são parte da nossa história e se crescemos tanto, foi graças à todos os clientes, amigos, colaboradores, fornecedores e parceiros.

Obrigada! Que venham os próximos 14 anos e que eles sejam de tanta evolução quanto foram esses primeiros.  


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Por Em Em julho 17, 2018

Professor EAD: Qual a importância desse profissional e como se tornar um?

Estamos vivendo, talvez, o momento mais importante do EAD no Brasil. Com tanta inovação, novas tecnologias e, sobretudo, a expansão do acesso à internet, cada vez mais instituições de ensino e produtores de conteúdo começam a apostar no ensino a distância no país.

Além disso, o EAD é mais econômico, mais flexível e coloca o aluno como protagonista! É por isso que cada vez mais alunos de graduação optam por estudar na modalidade a distância e, muito além da educação formal, os cursos livres e de capacitação não param de crescer.

No país, mais de 1 milhão de estudantes são alunos da modalidade EAD. Nos últimos 10 anos, houve um crescimento de 1000% desse número. Mas acredite, além desses dados impressionantes, a expectativa é de que cresça ainda mais.

Segundo pesquisa da Sagah, o movimento dos estudantes para o ensino a distância indica que, em apenas 5 anos, a maior parte (51%) dos estudantes do Brasil esteja matriculada em um curso EAD. E com o crescimento do número de estudantes de ensino a distância, é claro que há maior procura e valorização do professor EAD, certo? É por isso que agora pode ser o momento ideal para você investir nesse mercado, tirar sua ideia do papel e criar o seu curso online.

Confira nesse artigo tudo que você precisa saber para se tornar um Professor EAD de sucesso! Vamos lá?

Confira também, antes de começar, o nosso guia completo sobre a utilização de vídeos no seu negócio EAD. Clique aqui!

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Quem é o Professor EAD?

Qualquer que seja o ambiente de aprendizado, o papel do professor é muito importante. Muita gente pode achar que no ensino a distância não há um professor (ou tutor) ou até mesmo que não existe a necessidade de ter, mas isso está muito longe da realidade. No ensino a distância, é claro, não há uma interação face a face, mas, ainda assim, o professor EAD é uma figura importantíssima nas aulas, assim como na educação tradicional.

Nesse caso, o professor EAD é aquele que irá montar o curso, planejar o conteúdo que será ensinado, fazer o plano de aula e, efetivamente, gravar as videoaulas. Além disso, o professor EAD ainda pode planejar materiais e atividades extra, bolar exercícios avaliativos e pensar em diversas outras maneiras de auxiliar o aprendizado dos alunos. Então, podemos dizer que, de certo modo, o professor EAD cumpre praticamente as mesmas funções que um professor presencial, ainda que de uma forma um pouco diferente.

professor ead

Importância do professor EAD

Assim como na educação presencial, o papel do professor na EAD é muito importante. É claro que cada pessoa tem sua própria forma de aprender, mas, no geral, a aprendizagem é mais simples se há uma boa interação entre professor e alunos. Pense só, você preferiria aprender a um conteúdo complexo ouvindo uma explicação de um especialista ou apenas lendo um texto por conta própria? Pois é, a maioria das pessoas aprende melhor quando são, efetivamente, ensinadas por alguém.

Então, nos cursos online, podemos dizer que o professor EAD é aquele que irá ser “a cara” do curso. Sendo o rosto que ensina nas videoaulas, o professor fará a ponte entre o aluno e o conteúdo, tudo isso sendo mediado pela plataforma EAD.

Definitivamente, engana-se quem acredita que um curso online não precisa de um professor ou gestor, já que tudo será feito por meio da internet. A importância de um professor EAD começa desde o momento de entender o público para saber como preparar o curso da melhor forma possível, criando um ambiente de ensino agradável e efetivo para os estudantes, até no acompanhamento do aprendizado dos alunos, buscando sempre se adaptar e se aprimorar a todo momento.

Agora que você sabe a importância de um professor EAD, pode começar a se lançar nesse mercado tão rico, certo? Se você já pensou em criar o seu próprio curso online, confira algumas habilidades que um professor EAD deve ter e comece a se inspirar agora mesmo.

Características importantes de um professor EAD

Como já dissemos, ser um professor na modalidade a distância se assemelha a ser um professor presencial, afinal, ambos possuem os mesmos objetivos: contribuir de forma positiva no aprendizado dos alunos. Porém, entre as duas modalidades, as formas de alcançar esses objetivos serão um pouco distintas.

Entendimento do público

Primeiramente, para ser um bom professor EAD e criar um excelente curso online, você precisa ter um bom entendimento de quem é o seu público. Assim como lecionar na sala de aula, é imprescindível que o professor EAD saiba se comunicar na mesma linguagem que os alunos. Esse é uma característica primordial para qualquer curso online. É claro que o público pode ser um pouco heterogêneo, mas se, no geral, sua aula é para pessoas já graduadas, a linguagem e a forma de passar o conteúdo será bem diferente se o seu público fosse formado por estudantes do ensino médio (um cursinho pré-ENEM, por exemplo), certo? Por isso, tente sempre entender quem é o seu público e qual é a melhor forma de ajudá-lo.

Isso também vai te ajudar na hora de pensar em materiais extra e referências que eles irão se relacionar. Assim, sua aula ficará muito mais interessante e os alunos se lembrarão das informações com muito mais facilidade.

Inovação

Muito relacionado com o ponto anterior, um professor EAD deve ter inovação sempre em mente! Um público que procura o ensino a distância é bem diferente do público da educação tradicional. Em geral, são pessoas mais velhas e que querem um ensino inovador, dinâmico, centrado no aluno e bastante diferente do ensino tradicional. Por isso, se você tentar adotar a mesma estratégia que usa em sala de aula tradicional, pode acabar não dando tão certo assim e os alunos podem abandonar o curso.

Então, para ter uma boa retenção de público, é importante sempre buscar formas inovadoras de passar o conteúdo.

Por exemplo, você já ouviu falar em gamification? Em resumo, gamification é a utilização de jogos (por isso o termo game) em outros contextos, como o educacional. Essa técnica é muito utilizada na educação de forma a criar mais engajamento e até deixar os estudantes mais motivados! Como o ensino a distância já é bastante focado em tecnologia, há maior variedade de jogos e formatos que podem ser utilizados, tornando esse modelo de educação bastante versátil!

Se você é criativo (a) e gosta de inovar, já tem uma excelente característica para se tornar um ótimo Professor EAD!

Familiarizado com tecnologia

Uma característica importante do ensino a distância é o fato de ser altamente ligado à tecnologia. Então, é claro, quem quer ser professor EAD precisa ter certa familiaridade com dispositivos eletrônicos, tecnologia e internet. Vária plataformas de cursos online são de fácil utilização, mas ainda assim, é preciso conhecer um pouco para poder aproveitar ao máximo tudo que elas podem oferecer para melhorar não só a experiência do professor, mas dos alunos, principalmente.

Algumas plataformas possuem várias funcionalidades que podem auxiliar ainda mais o professor EAD, como a inserção de chats, anexos, customização completa para identidade visual do negócio e muito mais. Então, quanto mais houver familiaridade com essas ferramentas, melhor será o curso!

Adaptação

Uma outra característica importantíssima para um professor EAD é a adaptação! Professores, sobretudo os que são acostumados a lecionarem em sala de aula, precisam de adaptar ao ensino a distância, afinal, o modelo é completamente diferente. Na educação tradicional, o professor assume um papel bastante ativo no aprendizado, enquanto o aluno assume um papel um pouco mais passivo. No EAD é exatamente o contrário. Um ponto fundamental do ensino a distância é o fato de que o aluno está no controle! É ele quem decide quando, onde e em qual velocidade irá assistir às aulas, sendo o protagonista no próprio aprendizado. É claro que o papel do professor na EAD é muito importante, mas o foco é no estudante!

E por que adaptação? Tentar utilizar o mesmo modelo da educação formal no EAD, como prazos fixos e atividades avaliativas tradicionais pode ser um grande erro! Assim como entender qual público, é preciso entender o próprio ensino a distância e aprender como se adaptar a essas peculiaridades.

Sobre esse aspecto, a PUC Minas, que hoje investe bastante no modelo de educação a distância, bateu um papo com a Samba Tech sobre as formas que acharam para ajudar os professores EAD na adaptação da mudança do modelo presencial para o online. Confira:

Dicas para ser um excelente professor EAD!

E agora que você já entendeu a importância de um professor EAD e quais as principais características desse profissional, que tal conferir algumas dicas para você gravar suas próprias videoaulas e se lançar de vez nesse mercado?

Hoje em dia, com tanto avanço na tecnologia e novos equipamentos disponíveis no mercado a preços acessíveis, gravar as próprias videoaulas e montar seu curso online de casa já é realidade! Porém, é sempre importante ter bastante atenção em alguns detalhes. Confira aqui algumas dicas de como gravar videoaulas incríveis para se tornar um excelente professor EAD.

Escolha os melhores equipamentos

Esse primeiro ponto pode parecer óbvio, mas é sempre bom mencionar. Se você trabalha com vídeos, deve sempre estar atento à qualidade das suas produções, certo? Se o seu negócio é EAD, esse ponto se torna ainda mais importante. Trabalhar com EAD é trabalhar diretamente com o sonho das pessoas, então, é preciso sempre levar a sério e proporcionar a melhor experiência possível a elas.

O primeiro passo para se gravar videoaulas de boa qualidade é a escolha dos equipamentos. É muito importante escolher a melhor câmera, microfone, adicionar alguns efeitos e, ao final disso tudo, fazer a edição que irá amarrar todo esse trabalho.

Mas não se preocupe, não é necessário gastar rios de dinheiro com esses equipamentos. Se você quiser conferir tudo sobre o assunto, separamos estes artigos aqui que podem te ajudar. Confira!

E você pode, também, baixar esse material gratuito sobre como montar seu próprio estúdio de gravação caseiro! É só clicar aqui.

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Ajude a interação

Não é só porque o curso é remoto que não terá interação entre os alunos e professor EAD, certo? Uma excelente forma de manter alunos estimulados é encorajando a interação, não só entre o professor e eles, mas entre os outros alunos também.

Uma forma eficaz de se fazer isso é criando um blog! No blog, você pode encorajar discussões, sanar dúvidas e criar um ambiente extra de aprendizado.

Dessa forma, você pode suprir um pouco a falta de interação face a face no EAD.

Seja coerente, coeso e conciso

Uma outra dica é ser coerente com o plano de ensino. Crie um cronograma que seja claro e coerente e que respeite a curva de aprendizado dos alunos. Uma ótima maneira de fazer isso é segmentando o conteúdo.

Lembre-se sempre: uma videoaula não é uma aula presencial! Ou seja, o ideal é fazer aulas mais curtas, com conteúdo bem dividido. Cada videoaula deve abordar um único assunto e, mais importante ainda, o professor deve evitar devaneios excessivos.

Em uma aula presencial é normal que o professor pare, faça um comentário sobre outro assunto, conte uma piada ou uma história, mas, na modalidade online, o ideal é que o professor EAD foque somente no assunto. Isso acontece porque a chance de um aluno dispersar é muito maior se ele estiver assistindo a uma videoaula, ainda mais com tantas distrações ao nosso redor, como as próprias redes sociais.

Então, para ter um curso online de sucesso, segmente seu conteúdo, seja claro e sempre muito conciso.


O ensino a distância é bastante diferente do ensino tradicional, mas, ainda assim, o papel do professor EAD é tão importante quandode um professor de sala de aula tradicional. Para se tornar um professor EAD é preciso algumas características e algumas atividades importantes, mas com bastante dedicação e trabalho, é mais do que possível ter um curso online de sucesso!

E aí, gostou das dicas? Acredita que existem outras características importantes que um professor EAD deve ter para ter sucesso? Deixe seu comentário e contribua para nossa discussão.

E se você quiser saber se já está pronto para colocar seu curso online no ar, pode conferir aqui nosso checklist! É gratuito e muito simples. Basta clicar no link ou na imagem abaixo.

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Por Em , Em julho 16, 2018

Transmissão ao vivo: como fazer uma live em apenas 4 passos!

Você já pensou em fazer uma transmissão ao vivo, mas ficou com medo de ser muito complicado e acabou desistindo? Então esse artigo é para você: nele vamos te mostrar que, em 4 passos mais simples do que você imagina, é possível conseguir uma transmissão ao vivo de qualidade profissional!

Saber como fazer uma boa live pode te ajudar muito em diferentes ocasiões e é uma aposta quente. Sabe por que? Bom, apenas pensando no alcance da internet você já consegue ter uma ideia: com a transmissão ao vivo você deixa de depender do tamanho de um auditório, por exemplo, e passa a ter o poder de atingir um público incrível. Além disso, esse tipo de ação apresenta, em média, um tempo de engajamento 10x maior do que vídeos sob demanda.

Se você quer um exemplo da força de uma transmissão ao vivo, basta olhar para a forma como grandes marcas têm feito os lançamentos de seus produtos. A Apple, por exemplo, todo ano realiza uma live do evento em que apresenta suas novidades ao público. Assim, mais do que apenas à imprensa e à crítica especializada, a marca consegue fazer com que o mundo inteiro tenha acesso a esse momento e, assim aumenta o buzz e a curiosidade em torno dos produtos.

Outro exemplo de utilização pode ser dada pela conexão com alunos em cursos e aulas online. O Descomplica, por exemplo, site voltado para preparações para o vestibular, realiza algumas lives com a finalidade de fazer aulões, responder perguntas ou resolver exercícios. Essa estratégia aproxima ainda mais os alunos e faz daquela experiência mais agradável e completa. Não é raro também encontrarmos quem utiliza as lives no mundo corporativo, como forma de evitar inúmeras reuniões e encurtar distâncias.

E, claro, as emissoras de televisão ainda fazem parte de um dos maiores mercados da transmissão ao vivo atualmente. Visando atingir cada vez mais espectadores, a criação de aplicativos de conteúdo e transmissão ao vivo em diversas plataformas estão ficando cada vez mais comuns. Confira só o case de sucesso da Rede Minas em relação às lives:

Ou seja, a transmissão ao vivo é uma estratégia versátil, importante e que pode te dar uma valiosa diferenciação no mercado. Mas, afinal, o que você deve fazer para realmente realizar uma transmissão ao vivo?

Para fazer uma transmissão ao vivo, você precisa de basicamente 4 coisas:

1. Equipamentos para captar imagem e som

2. Um computador com conexão a internet e uma placa de captura

3. Transformar o formato do arquivo e fazer o Broadcasting

4. Página de destino para o conteúdo

Vamos explicar melhor cada um desses pontos.

E se você é quem vai ser a estrela da transmissão, dê também uma olhada neste material com técnicas de oratória para ficar mais confortável ao se apresentar!

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1. Os equipamentos

Para que sua live seja eficiente e tenha sucesso, o primeiro passo e é entender e investir nos equipamentos certos – afinal, eles serão grandes responsáveis pela qualidade da sua transmissão ao vivo. É claro que o sucesso de uma live não depende apenas dos equipamentos, mas é um excelente começo.

Câmera

Para fazer uma live streaming de vídeo, você vai precisar de uma câmera. Mas qual a melhor e mais indicada? Isso depende da sua estratégia, da ocasião e do orçamento disponível. É possível fazer transmissões com uma câmera profissional ou até mesmo com uma webcam.

Se você quiser investir numa captura profissional, é importante que você opte por uma câmera com uma saída HDMI limpa (clean output). Isso significa, nada mais, nada menos, que você conseguirá visualizar o vídeo tanto na câmera quanto na tela do computador e que a imagem transmitida para não terá informações técnicas da câmera (como data, hora e até mesmo o REC).

Outro quesito importante é optar por uma câmera que seja Full HD. Assim você garante que a qualidade de imagem da sua transmissão ao vivo seja alta. A seguir, fizemos uma lista de modelos de câmeras que você pode usar em sua live:

  • Sony A6000 (ou outras da série A6XXX)
  • Sony A7s II (Ou outras da série A7x)
  • Panasonic Lumix DMC-GH5 (ou outras da sére GHx)
  • Canon EOS 5D Mark III

Todas são bastante modernas, com recursos diversos que podem contribuir muito para a qualidade da imagem da sua transmissão. Falando de preço, elas podem variar de R$ 1.200,00 até R$ 10.000,00.

Mas se você ainda não está disposto a investir tanto em uma câmera profissional, uma alternativa é utilizar filmadoras com saída limpa ou até mesmo a própria webcam do seu computador – desde que ela tenha uma boa qualidade de imagem. Alguns modelos indicados nesses casos são:

  • Sony HXR MC2000
  • Sony HXR NX5
  • Logitech HD Pro C920
  • Lifecam Microsoft HD3000

Mesa de corte de vídeo

Caso você escolha fazer a transmissão ao vivo utilizando mais de uma câmera, será necessário ter também uma mesa de corte. Esse equipamento também conhecido como switcher ou mixer de vídeo é usado para selecionar a tomada ou câmera onde será realizada a transmissão ao vivo. Ações como cortes secos, efeitos especiais e corte de áudio são gerenciadas por meio da mesa de corte de vídeo. Elas são essenciais para oferecer mais alternativas de captação e exibição caso o streaming ao vivo seja realizado por diferentes fontes de captura.

Caso não seja possível adquirir ou utilizar uma mesa de corte real (física), existem alguns softwares que simulam e cumprem muito bem a função. Abaixo alguns exemplos:

  • X-Split Broadcaster
  • vMix Live
  • Vidblaster

#ficaadica: independente se a transmissão é por uma ou múltiplas câmeras, usando mesa de corte física ou virtual você ainda precisa de pelo menos uma placa de captura que vai enviar o sinal para o software de encoding.

Iluminação

Para que sua live saia perfeita, outra ponto com o qual você precisa se preocupar é com a iluminação!

Pense na experiência do usuário: se seu vídeo estiver escuro, com a imagem granulada ou, em alguns casos, até mesmo iluminado demais, há uma grande chance de que a audiência desista de te assistir. Por isso, se optar pela iluminação artificial, preze por escolher bons equipamentos, e, no caso de iluminação natural, fique atento à como a imagem está sendo exibida no visor.

Microfone

Falando em proporcionar a melhor experiência para o público, outro ponto chave na hora de começar sua transmissão ao vivo é ter certeza de que a audiência consiga te escutar com clareza. Por isso, caso você não possa contar com a própria câmera ou filmadora para fazer a captação do áudio, escolha um bom microfone e faça testes com o vídeo antes de começar a transmitir. Sem conseguir te entender, os usuários vão facilmente desistir do seu conteúdo.

O microfone que você vai usar, depende muito do tipo de situação que você vai transmitir. Por exemplo, se for uma entrevista ou um programa em estúdio, em que se quer destacar a voz de uma ou mais pessoas específicas, o ideal é usar o microfone de lapela ou o sorvete, que captam o áudio de forma direcional e minimizam as interferências externas.

Mas para que você realmente entenda tudo sobre microfones e captação de áudio, nossa dica é que você confira este outro artigo aqui. Ele tem informações completas sobre o assunto!

E, para descobrir mais a fundo como escolher os melhores equipamentos para te auxiliar na gravação, é só dar uma olhada no nosso Guia de estúdio 😉

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2. Computador com conexão à internet e placa de captura

Além dos equipamentos de gravação, para fazer uma transmissão ao vivo é preciso que o vídeo seja preparado para a exibição em tempo real na internet. Para isso, além de um computador com internet e a estrutura necessária, você precisará também de uma placa de captura. Vamos falar mais sobre esses pontos a seguir:

Placa de Captura

Para fazer uma transmissão ao vivo, você precisa de uma boa placa de captura, pois é justamente ela que vai efetuar a transferência da imagem + som da câmera / VCR para o computador.

Antes, as câmeras digitais necessitavam de um cabo FireWire para que fossem conectadas ao computador, mas hoje a tecnologia que deixa esse processo mais simples para você. Agora as câmeras, equipadas com uma saída HDMI, RCA ou SDI, podem ser ligadas por uma dessas conexões à placa de captura, que, por sua vez, é ligada ao computador utilizando-se um USB 3.0 ou um Thunderbolt.

“Mas meu computador não possui placa de captura nativa, e agora?” Não se preocupe, existem placas de captura externas que podem ser plugadas na câmera e no PC através da mesma entrada FireWire ou cabos HDMI.

Os modelos de placa que nós recomendamos são:

  • BlackMagic Web Presenter ou Blackmagic Intensity
  • Osprey 250
  • MyGica HD Cap X
  • Epiphan AV.io
  • AverMedia Live Gamer Portable Lite

#ficaadica: Fique atento à sua câmera, porque se ela for analógica vai demandar uma placa específica com configurações peculiares. Saiba mais.

Computador com conexão à internet

Como se trata de transmissão ao vivo na web, a internet é parte vital para que a live ocorra. É por meio da internet que o sinal será enviado aos servidores – que estão na nuvem – para que eles cuidem da distribuição do vídeo capturado.

Muitos dizem ser possível transmitir ao vivo até com internet 4G, o que não é mentira. Acontece que esse tipo de conexão está sujeita a instabilidades. Se por acaso, ela cair totalmente, por exemplo, sua transmissão automaticamente irá sofrer os impactos: buffering, “tela preta”, travamento, etc. E sabemos que, se o evento é ao vivo, é porque ele está acontecendo naquele momento em especial. Se você deixar de transmitir alguma cena, mesmo que por alguns segundos, quando a conexão se restabelecer ela já terá passado e o internauta, perdido aquele fato.

Aqui, pense mais uma vez na experiência de quem assiste: se a internet ficar cortando a transmissão e dificultando seu entendimento, é muito provável que as pessoas acabem desistindo da sua transmissão ao vivo e passem a dar atenção a outras abas da internet, fechando a sua logo em seguida. Isso pode, inclusive, fazer com que elas comentem negativamente sobre você e sua live com outras pessoas, impedindo-as de  conhecer o seu trabalho.

Dessa forma, para evitar maiores problemas e garantir estabilidade no live streaming, para uma transmissão ao vivo padrão o mais indicado é disponibilizar uma conexão de pelo menos 2MB de uplink dedicado e exclusivo para o servidor de upload – levando em conta apenas um canal de live streaming.

3. Encoding e Broadcasting

Além do acesso a internet, para que seu computador seja capaz de fazer uma transmissão ao vivo, ele precisa também realizar dois processos, chamados de encoding e broadcasting. E apesar dos nomes difíceis, eles são bem simples. Entenda:

Encoding – ou transformação do formato do arquivo

Quando a imagem é capturada pela câmera, esse equipamento gera o sinal em um formato bruto. Então, para que o som e a imagem consigam chegar até os internautas, é preciso realizar o encoding – que é nada mais, nada menos, do que a transformar o formato do sinal para um que seja adequado para a transmissão na web.

Existem diversos programas para realizar essa tarefa e nós, da Samba Tech, recomendamos o software Adobe Flash Media Live Encoder, por ser uma solução confiável, estável e gratuita. Ele vai receber o sinal da placa de captura, transformar o formato do vídeo original e enviar o sinal já prontinho para os servidores de streaming que vão fazer o conteúdo tocar no player.

#ficaadica: Todos os parâmetros e detalhes para configurar o encoder estão nesse link. E, caso você opte por usar um software de mixagem de vídeo (mesa de corte virtual), é comum que ele já tenha o encoding integrado.

Broadcasting

Para que a transmissão ao vivo se complete é preciso que o sinal, já preparado, seja transmitido na internet, ou seja, que servidores de streaming realizem a distribuição do conteúdo.

No próprio software que você utilizar para fazer o encoding, basta colocar no campo de acesso ao Flash Media Server qual a URL e qual o código de acesso “stream” que vão fazer a conexão com os servidores. Ao dar o “start” na transmissão os logs do encoder serão exibidos e o embed do player será gerado. Então é só inseri-lo no destino final onde sua transmissão irá acontecer. O script do embed já será gerado com as configurações pré-determinadas pelo encoder.

Esse talvez seja um dos pontos mais importantes de toda a transmissão. Escolher uma plataforma ou uma empresa sólida e uma tecnologia robusta pode fazer a diferença entre seu evento ser um sucesso ou virar um meme na internet.

#ficaadica: Não se esqueça de realizar testes antes de dia oficial em que o evento será transmitido. Assim você evita imprevistos!

4. Destino da transmissão ao vivo

Tudo pronto certo? Certo! Agora é só colocar o embed gerado pelo software de encoder no destino onde será realizada a transmissão. Ele pode ser seu site, um hotsite ou até mesmo o mural/fanpage do Facebook ou outra rede social.

Existem ainda algumas funções no player que possibilitam o social-sharing. Por meio dos ícones de compartilhamento é possível potencializar o alcance da transmissão dando a liberdade ao usuário de compartilhá-la no próprio Facebook, Twitter, além de copiar o link e/ou o embed.

#ficaadica: é muito importante ficar atento às restrições de Firewall, já que elas podem impedir a conexão com o Flash Media Server e assim impossibilitar a transmissão. Caso a máquina que está dando o “start” tenha esse tipo de proteção é preciso liberar as configurações de domínio e IP na rede e no computador.

No final das contas, o esquema da sua transmissão de vídeo será basicamente este:

Qual a diferença entre uma live profissional e uma live nas redes sociais por exemplo?

Por fim, vamos responder a uma pergunta que com certeza já passou pela mente de muita gente que quer começar a transmitir ao vivo: “por que eu precisaria de toda essa estrutura e preparação se posso fazer uma live no Facebook ou YouTube totalmente grátis e apenas apertando um botão?”. Nesses casos, a resposta é simples e se resume basicamente à um ponto que são as necessidades do seu projeto e o controle que você deseja ter da live.

Quem quer fazer uma transmissão ao vivo apenas por diversão, ou quer que seu conteúdo seja compartilhado de forma aberta, com todos os seguidores, pode usar as lives das redes sociais tranquilamente. Elas permitem que você transmita com uma qualidade relativamente boa, fornece alguns dados de audiência e consumo do seu conteúdo e são entregues para o público que segue sua página ou perfil.

Porém, esse tipo de transmissão não é a melhor para quem quer fazer algo mais profissional, com mais controle e qualidade. O primeiro ponto é que no Facebook ou YouTube é praticamente impossível controlar quem terá acesso à seu conteúdo e caso ele seja privado (no caso de empresas) ou você deseje lucrar com ele (no caso de cursos online), isso será bastante difícil. Além do mais, nessas redes é difícil garantir que seu conteúdo ficará estável – não sofrerá com falhas e quedas – e isso pode comprometer muito sua transmissão. A falta de controle também é outro ponto importante, uma vez que nas redes sociais você não consegue personalizar sua página ou definir como seu vídeo aparecerá para o público. Isso tudo interfere muito no caso de uma transmissão profissional e é importante ficar atento à esses pontos.

Dicas para uma transmissão ao vivo de sucesso

A escolha dos melhores equipamentos é um passo muito importante para o sucesso da sua transmissão ao vivo, mas não é o único! No momento da transmissão, existem alguns detalhes que podem garantir o sucesso da sua live. Confira algumas dicas:

Interaja com o público

As pessoas, em geral, gostam de interação, é por isso que as redes sociais são pensadas para, cada vez mais, proporcionar novas formas das pessoas interagirem entre si. No caso das transmissões ao vivo, a interação é, também, muito importante. Durante a sua live, uma boa dica é disponibilizar um canal de chat para receber e ler comentários dos espectadores, responder perguntas ou até mesmo somente ler alguns no ar. Assim, as pessoas ficarão mais interessadas no conteúdo, com vontade de participar e muito mais engajadas. Essa é uma das mais importantes vantagens de uma transmissão ao vivo, a interação em tempo real com o público.

Analise os dados

Assim como em uma estratégia de um canal de vídeos online, as transmissões ao vivo também podem gerar dados de consumo importantíssimos para análise. Com dados, é possível entender o que está dando certo e o que precisa ser melhorado para garantir que sua live seja a melhor possível.

É aí que entram as live analyticsque indicam pontos-chave da sua transmissão ao vivo.

analytics para transmissao ao vivo

A imagem representada acima é uma tela de analytics para transmissão ao vivo. Nesse caso, o gestor da live pode analisar alguns dados como a quantidade de usuários assistindo no momento, picos de acessos simultâneos, dados a respeito da localização dos usuários, dispositivos (desktop ou mobile) e origem de acesso.

Uma boa dica para interpretação dessas dados é, por exemplo, verificar o momento em que houve o pico de acessos simultâneos e entender o que foi feito naquela hora para que mais pessoas estivessem engajadas. Assim, é possível tentar reproduzir ao máximo as estratégias de sucesso do seu conteúdo.

Tome cuidado com os diretos autorais!

Lembre-se sempre que, mesmo se tratando de transmissões ao vivo, é importantíssimo tomar cuidado com conteúdo de terceiros. Por exemplo, evite trilhas sonoras que não sejam de livre utilização, pois isso pode acarretar problemas futuros, principalmente se o seu objetivo é salvar um arquivo da transmissão ao vivo e utilizá-lo depois.

Verifique alguns bancos gratuitos e selecione, anteriormente à transmissão, músicas e outros efeitos que poderão ser utilizados sem maiores problemas.

Escolha a melhor plataforma

Nada pior do que se programar e divulgar uma live e ela travar e cair diversas vezes, certo? Então, escolher a melhor plataforma para seu conteúdo é essencial para o sucesso do projeto. A dica nessas situações é que você procure uma empresa qualificada para realizar as transmissões, caso não consiga fazer isso com uma equipe interna, e que sempre escolha uma plataforma segura e estável para fornecer a estrutura tecnológica para sua live. 

A Samba Tech, por exemplo, fornece essa estrutura também todo o suporte para que suas transmissões sejam um sucesso. Além disso, ainda disponibilizamos relatórios de acesso para que você possa acompanhar como a live foi consumida e medir o engajamento dos internautas.  Você pode fazer um orçamento conosco clicando aqui ou na imagem abaixo:

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E agora que você já entende tudo sobre transmissões ao vivo, já pode começar a fazer as suas e aproveitar os excelentes resultados dessa prática.

Quer saber ainda mais sobre o assunto? Acesse o nosso Guia Completo para fazer uma Transmissão Ao Vivo e descubra todos os truques necessários para fazer a sua.

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Por Em , , Em julho 13, 2018

Como a tecnologia e os vídeos afetaram a Copa do Mundo 2018?

Estamos nos aproximando do final de mais uma Copa do Mundo. Como foi sua experiência como fã?

Já parou para pensar em como era o mundo 4 anos atrás? As mudanças trazidas pela tecnologia são rápidas, expressivas e impactam diretamente o dia a dia da sociedade. Com o mundo cada vez mais digital, a expansão do acesso a internet e novas ideias que surgem praticamente todos os dias, a distância virtual se encurta e as barreiras vão se quebrando.

Pense só em como foi o uso de tecnologia na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, e como está sendo agora, em 2018. E não só dentro de campo com o tão falado – e polêmico! – VAR (video assistant referee), mas essas mudanças afetam diretamente como as pessoas estão assistindo aos jogos e, além disso, interagindo com outros torcedores ao redor do mundo.

Já está claro que a tecnologia – especialmente os vídeos – e os esportes estão, cada vez mais, caminhando juntos. Veja só algumas formas:

VAR (Árbitro de vídeo)

Essa é uma das mudanças talvez mais expressivas que a tecnologia trouxe para a Copa do Mundo de 2018, já que afeta diretamente o jogo dentro de campo. O tão falado VAR, sigla em inglês para video assistant referee significa, em português, árbitro assistente de vídeo, ou apenas árbitro de vídeo.

A utilização do VAR, aprovada em 2016, já foi implementada nas principais ligas europeias, como a Bundesliga (liga alemã), a Serie A (Itália) e a Primeira Liga (Portugal). Em 2018 marca-se a primeira vez que uma Copa do Mundo utiliza dessa tecnologia.

Como funciona?

Em uma sala especial, há um conjunto de telas que transmitem imagens de diversas câmeras espalhadas pelo campo. Nessa sala, assistentes acompanham o jogo de vários ângulos distintos, aguardando o momento em que lances precisem ser revistos por eles.

Conectados por microfones e fones de ouvido, os árbitros assistentes podem ser acionados pelo árbitro de campo ou vice e versa, mas isso só pode acontecer em 4 momentos específicos do jogo:

Gol

O árbitro de vídeo pode ser acionado para validar ou invalidar um gol, caso haja dúvidas de questões como impedimento ou outras infrações, por exemplo.

Cartões Vermelhos

Quando o árbitro de campo expulsar um jogador, a jogada pode ser revista para verificar se, de fato, há motivo para expulsão.

Erro de identificação de jogadores

Com a rapidez no fluxo de jogo, o árbitro de campo precisa tomar decisões rápidas e com a visibilidade comprometida. Isso pode acarretar em erros de identificação de jogadores, por exemplo, um atleta toma cartão por engano quando a falta foi cometida por outro. Nesse caso, os árbitros auxiliares, por meio dos vídeos, alertam sobre a confusão e ajudam a identificar os atletas corretamente.

Pênaltis

A penalidade máxima é um dos pontos de maior polêmica no futebol. Pênaltis não marcados ou marcados quando não houve falta são muito comuns no esporte. Com o auxílio do VAR, é possível que o árbitro reveja se houve ou não falta na jogada e se é acertada a marcação do pênalti. Nesses casos, ainda é possível analisar se, na simulação, o jogador que tentou cavar a falta deve ser punido.

Diversos esportes já utilizam da tecnologia de vídeos para dentro de campo. Um dos casos mais famosos é o da NFL, liga estadunidense de futebol americano. Nesse esporte, toda jogada de pontuação é obrigatoriamente revisada por meio de vídeos, visando eliminar ao máximo injustiças que podem afetar o resultado dos jogos.

No Brasil, um caso clássico é o das ligas de voleibol. Assim como na NFL, os técnicos podem solicitar que uma jogada específica seja revisada por árbitros auxiliares e vídeos, para tentar reverter alguma decisão ou pontuação inadequada.

Por mais que torcedores ‘clássicos’ acreditem que a utilização da tecnologia dos vídeos seja maléfica ao esporte, essas mudanças caminham para que decisões difíceis sejam tomadas com clareza de fatos e, cada vez mais, justiça nos resultados.

Copa do Mundo só na televisão?

A Netflix impactou o mercado cinematográfico e das séries de tv e o Spotify afetou o mercado musical de uma forma bastante clara. Essa mudança para serviços de streaming mostram que as pessoas querem, cada vez mais, ter mais controle do que assistir e ouvir e, mais importante ainda, de que forma fazê-los.

O mercado esportivo, sobretudo dos grandes eventos como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos estão caminhando para a mesma direção.

Cobertura em redes sociais

Além das mudanças que a tecnologia trouxe para dentro do campo, as redes sociais e os vídeos online também afetaram profundamente a forma com que as pessoas assistem aos jogos e interagem com as outras.

A rede social Twitter, por exemplo, fechou uma parceria de cobertura com a Fifa e criou uma sessão especial para a Copa do Mundo 2018 durante todo o evento. Nessa sessão é possível acompanhar notícias, fotos e, em especial, vídeos em tempo real de melhores momentos da partida. Além disso, para que as informações cheguem de maneira ainda mais rápida, a Fifa enviou 32 repórteres para acompanhar cada seleção participante da Copa e transmitir as notícias para a rede social de maneira ágil.

Com a veiculação de vídeos online em redes como o Twitter, é possível criar uma experiência emocionante também ao torcedor que não está na Rússia acompanhando o evento pessoalmente. Vídeos de entrevistas, bastidores e melhores momentos aproximam o torcedor do evento não só na hora do jogo, mas em todo momento que o antecede ou sucede. Isso cria mais engajamento, mais interação entre as pessoas e, claro, uma excelente experiência para o fã do esporte.

Streaming ao vivo e conteúdo sob demanda

Já percebeu que cada vez menos as pessoas estão sentadas em frente a tv para acompanhar os jogos? Uma das tecnologias que mais impactaram profundamente a audiência da Copa do Mundo é a dos vídeos online (streaming ao vivo e conteúdo sob demanda).

Culturalmente, ainda valorizamos reunir a família e os amigos em volta da televisão para acompanhar os jogos do Brasil, mas hoje, existem diversas opções para quem não quer ou não pode parar tudo para assistir a Copa do Mundo.

A TV Globo, por exemplo, disponibilizou transmissão ao vivo de todos os jogos da Copa do Mundo da Rússia diretamente do site globoesporte.com. Ou seja, já é possível assistir a qualquer jogo diretamente do computador, de maneira completamente gratuita.

Para além do computador, a tecnologia de vídeos multiplataforma tornou possível assistir a jogos diretamente do seu smartphone ou tablet conectado à internet.

São diversos aplicativos que realizam não só a transmissão ao vivo como conteúdo sob demanda especial da Copa do Mundo. Plataformas como Globo Play, FOX+, VIVO Play e NET Now apostaram nos vídeos online e transmissões ao vivo como forma de alcançar ainda mais espectadores durante a Copa. Todos esses aplicativos possuem suporte tanto para Android quanto para iOS e tornam possível que você assista aos jogos em qualquer lugar e ainda tenha uma infinidade de conteúdo em vídeo especial sob demanda.

De acordo com dados da Sensor Tower, nos Estados Unidos, os cinco principais aplicativos de streaming de vídeo (DirecTV Now, fuboTV, Hulu, Sling TV e YouTube TV) tiveram 1,25 milhão de downloads entre os dias 14 e 20 de junho, a primeira semana da Copa do Mundo. Isso representa um aumento de 77% na quantidade de downloads em poucos dias. Ou seja, os usuários estão preferindo assistir aos conteúdos em aplicativos do que em frente da televisão, como tradicionalmente é feito.

Voltando agora para nosso questionamento inicial, percebeu como a tecnologia mudou a experiência da Copa do Mundo – e muito – somente nos últimos 4 anos? Fica até difícil imaginar como será no Catar, em 2022. Mas de uma coisa temos certeza, cada vez mais estamos caminhando para um modelo no qual o usuário tem muito mais autonomia em quando, onde e como assistir aos seus jogos favoritos.

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Por Em , Em julho 11, 2018

Segurança de vídeos EAD: saiba como proteger seu material educacional da pirataria

Infelizmente, a maioria dos negócios digitais estão suscetíveis a sofrerem com pirataria. Ainda que existam muitos esforços para impedir o roubo de conteúdo, os piratas sempre renovam suas formas de adquirir e até revender os materiais ilegalmente. Então, ao passo que sites de pirataria lucram aos milhões, as instituições de ensino, os produtores de conteúdo e outras empresas que investem na utilização desse tipo de conteúdo estão perdendo – e muito! – dinheiro.

Hoje, a pirataria de vídeos online é considerada um dos maiores inimigos da expansão do ensino a distância (EAD), por isso, é importantíssimo que instituições de ensino que investem em EAD dediquem-se, também, a segurança e proteção de vídeos online.

Pode parecer uma tarefa impossível e digna de altos investimentos financeiros, porém, muitas empresas de tecnologia que já se especializam em plataformas EAD pensam, exatamente, na proteção de vídeos online para que você não precise se preocupar com isso e possa focar no que realmente importa: o seu conteúdo!

Aproveite também para saber um pouco mais de como proteger seus vídeos da pirataria com nosso material sobre o assunto!

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Pirataria Digital

Provavelmente você já sabe o que é a pirataria e já se deparou com muitos produtos falsificados na sua vida. Desde CD’s e DVD’s piratas, que eram bastante populares há poucos anos, até equipamentos eletrônicos, vestimentas e muito mais. E claro, a medida que o acesso a internet e os produtos digitais vão se expandindo, também cresce a pirataria digital.

Muita gente acredita que a internet é uma terra sem leis, mas felizmente isso não é verdade.

Com a rapidez e a facilidade da troca de informações e conteúdo online, é importante sempre se lembrar que existem regras e leis, mesmo se tratando da internet. Imagens e músicas, por exemplo, possuem direitos autorais e a utilização delas sem autorização dos proprietários pode acarretar em processos e sanções. Por exemplo, se você quer fazer um vídeo e colocar no YouTube, não pode colocar qualquer música de trilha. Utilizar conteúdo de terceiros sem autorização pode acarretar muitos problemas e, nesse caso, por exemplo, seu vídeo pode ser até ser removido da plataforma e você pode ter sua conta suspensa.

Em casos mais graves, a pirataria digital pode levar à prestação de contas na justiça comum e até mesmo à prisão dos piratas. Em 2015, após investigação da Polícia Federal, um casal foi preso por operar o site pirata Mega Filmes HD, no qual eram disponibilizados diversos filmes ilegalmente, inclusive lançamentos recentes. O site chegava a render até R$70 mil por mês ao casal, que, ainda hoje, responde ao processo.

Existem, então, regras que protegem os criadores de conteúdo e artistas do roubo de seus materiais, porém, infelizmente, a pirataria digital é rápida e ainda funciona em grande escala. Mesmo com tais leis, é bastante fácil encontrar sites que disponibilizam gratuitamente filmes e séries pirateados, comercializam livros digitalizados, por exemplo, e, no caso do EAD, vendem cursos e materiais didáticos pirateados por um valor mais barato. Muitas vezes, inclusive, esse comércio acontece abertamente, em sites de ampla circulação.

Para o ensino a distância, a pirataria é um grande obstáculo que ainda há de ser superado por completo, mas já existem diversas ferramentas que garantem a segurança de vídeos EAD e ajudam as instituições de ensino navegarem nesse mercado com confiança e proteção.

Como a pirataria afeta as instituições de EAD

A expansão do ensino a distância no Brasil já é uma realidade muito clara. Cada vez mais as instituições de ensino dos mais diversos níveis estão apostando nessa modalidade e, consequentemente, contribuindo para o aumento da confiança dos estudantes e do mercado no EAD.

Um dos formatos que, dentro do EAD, mais cresce atualmente é a utilização de videoaulas. Os vídeos, em geral, são conteúdos em formato atraente e de fácil assimilação, então, auxilia o aprendizado dos alunos e, de certa forma, ajudam a suprir, ainda que parcialmente, a falta de contato face a face.

Porém, um dos empecilhos que ainda assombra alguns gestores de instituições de ensino é o medo da pirataria trazer prejuízos impensáveis para o seu negócio.

O Estratégia Concursos, uma das grandes instituições de ensino a distância no Brasil, também já sofreu muito com o roubo de conteúdo online. Em uma visita à Samba Tech, Victor Dalton, CIO da instituição falou sobre o assunto e sobre todo o prejuízo que as instituições EAD lidam em relação a pirataria digital. Você pode conferir o depoimento dele no vídeo abaixo:

Prejuízos financeiros

Apesar de muito vantajoso, colocar um EAD no ar não é fácil. O passo a passo que vai desde o planejamento do conteúdo, gravação das aulas, escolha da plataforma e planos de lançamento e divulgação é demorado e exige bastante cuidado, estudo e dedicação. Imagine então ter todo esse trabalho e esforço e ver seu conteúdo roubado e comercializado pela metade do preço. Então, um dos principais fatores que a pirataria afeta é, exatamente, no quesito financeiro.

Os cursos a distância, em geral, são muito mais baratos para os gestores e para os alunos também, e isso é considerado uma das maiores vantagens que a modalidade oferece. Se as instituições de ensino começarem a perder muito dinheiro com a pirataria, provavelmente os custos iriam aumentar e, com isso, a quantidade de alunos iria diminuir.

E se grandes instituições de ensino já perdem muito com a pirataria, esse problema é ainda maior para o produtor individual de cursos livres online. Para o pequeno empreendedor, o roubo de conteúdo pode significar a inviabilização do projeto como um todo e, consequentemente, a falência do empreendimento.

É por isso que, independente do tamanho do seu projeto de ensino a distância, a preocupação com a segurança de vídeos EAD deve sempre ser um dos pontos chave do seu negócio, especialmente na hora de escolher a melhor plataforma para seus cursos online.

Insegurança de instituições

O equilíbrio financeiro é essencial para um negócio dar certo e continuar funcionando, certo? Então, se existe algo que ameace diretamente o financeiro de um curso online ou uma instituição de ensino, é claro que os gestores e empreendedores ficarão mais inseguros na hora de investir nesse mercado.

A insegurança dessas instituições impacta, diretamente, na quantidade de alunos alcançados e, consequentemente, nas oportunidades de educação do país. Uma das vantagens mais atraentes do ensino a distância no Brasil é o tanto que essa modalidade contribui para a expansão e democratização do ensino. Quebrando as barreiras geográficas e diminuindo o custo para o estudante, o ensino a distância oferece uma alternativa para quem até então não teve oportunidade de se especializar, aprender uma nova habilidade ou até mesmo ter um diploma de ensino superior.

Desvalorização do ensino a distância

E além desses prejuízos materiais, a pirataria pode, ainda, contribuir para a desvalorização do ensino a distância como um todo.

No Brasil, a desconfiança com essa modalidade de ensino, infelizmente, ainda é realidade. Muita gente ainda acredita que um diploma de curso superior vale menos se foi proveniente do ensino a distância, ou acreditam que instituições de EAD são, automaticamente, de pior qualidade do que do ensino presencial. Mas isso não é verdade! O EAD, hoje, é tão valorizado quanto o ensino tradicional e, em alguns casos, pode ser ainda mais valorizado pelo mercado. Por ser uma modalidade de ensino que preza pela autonomia, independência e capacidade de autogestão do aluno, muitas empresas reconhecem o profissional que estudou em EAD por ter essas qualidades.

Porém, infelizmente, a pirataria pode até mesmo reiterar essa desvalorização da modalidade de ensino. Imagine que os cursos sejam encontrados facilmente para comercialização indiscriminada, sem nenhum tipo de controle, sem que haja interação entre os alunos e o professor EAD e até mesmo com a qualidade dos vídeos bem inferior? Com certeza esse movimento acarretaria grandes problemas para o EAD.

Os cursos a distância, até mesmo os cursos livres, são completos e pensados para que haja um equilíbrio entre o papel do aluno e do professor, e a interação entre eles, por mais que não esteja sempre presente, ainda é bastante necessária. Por isso, encontrar no comércio ilegal aulas avulsas e cursos desconexos com a instituição podem ajudar a perpetuar a ideia de ineficiência do EAD, uma vez que eles serão reproduzidos de forma incompleta.

Tecnologias para segurança de vídeos EAD

Para evitar que os produtores de conteúdo e os gestores de instituições de ensino sofram com as consequências da pirataria, existem, hoje, diversas maneiras de impedir o roubo e garantir a segurança de vídeos EAD. Faça um exercício mental: você já baixou algum vídeo do YouTube? Pense se foi fácil, a quantidade de programas e sites disponíveis para essa finalidade e até mesmo a diversidade de ferramentas existentes nesses sites. E na Netflix, você já conseguiu baixar algum vídeo? Provavelmente não, certo? A Netflix, assim como outras plataformas de streaming, possuem estratégias pensadas para prevenção da pirataria digital.

Essas estratégias são várias e, dependendo do tamanho e propósito do seu projeto EAD, algumas delas serão mais adequadas que outras. Conheça um pouco mais sobre as diferentes formas de segurança de vídeos EAD e entenda quais dessas são as mais indicadas para o seu curso online.

Segurança por domínio

No caso de instituições de ensino a distância, essa é uma das formas de segurança de vídeos EAD mais indicadas. Quando configurada, a segurança por domínio garante que somente sites (domínios) autorizados consigam tocar os vídeos. Então, por exemplo, você garante que somente será possível incorporar os vídeos no seu próprio site e qualquer outra tentativa de incorporação não funcione.

Esse tipo de segurança funciona lado a lado com a tecnologia de restrição de compartilhamento. Nesse caso, há, também, o bloqueio de plugins de compartilhamento em redes sociais e outros sites, por exemplo.

Unindo essas duas questões, os seus vídeos somente poderão ser tocados em sites e redes sociais autorizadas. Assim, já há a diminuição considerável da possibilidade de roubo de conteúdo.

DRM

No caso da própria Netflix e outros gigantes do streaming como Hulu, HBO Go e Amazon Prime, a tecnologia utilizada é chamada de DRM (sigla em inglês para digital rights management), que significa Gerenciamento de Direitos Digitais.

DRM pode ser considerado um termo guarda-chuva e, dentro dele, podem existir várias camadas de segurança implementadas para impedir que os vídeos sejam baixados por softwares, sites e plugins. Dessas camadas de segurança possíveis, por exemplo, podem ser implementadas encriptação dos vídeos para que não funcionem em outros players não autorizados. Hoje, DRM é a melhor forma de segurança de vídeos online.

Marca d’água

Essa é uma forma clássica de proteção de reprodução de conteúdo. A marca d’água pode não conseguir impedir o roubo, mas garante que o conteúdo seja sempre identificado com sua marca e a marca da instituição de ensino. Dessa forma, a própria identificação inibe o roubo e a comercialização ilegal do conteúdo educacional.

Bloqueio geográfico

Uma forma bastante comum de segurança de vídeos EAD é a restrição geográfica da reprodução dos conteúdos. Provavelmente você já encontrou alguma variação da imagem abaixo em algum lugar:

geobloqueio e seguranca de videos ead

Essa mensagem indica que a reprodução desse conteúdo não é autorizada para a sua localização. Sites europeus e norte americanos utilizam esse bloqueio para o Brasil com bastante frequência. Isso acontece porque, infelizmente, a pirataria digital é um problema ainda crescente no país. Então, visando evitar o acesso em determinadas localizações que você considera prejudiciais, você pode ativar o geobloqueio e restringir a reprodução de seus conteúdos.

HTTPS

O HTTPS (Hyper Text Transfer Protocol Secure, ou, em português protocolo de transferência de hipertexto seguro) diz respeito a uma camada extra de segurança no HTTP. Essa camada de segurança utiliza o certificado SSL e garante que as informações serão encriptadas antes de trafegarem. Além disso, esse certificado ainda garante a verificação da autenticidade do servidor do usuário.

O chamado cadeado verde é muito utilizado não só em plataformas de vídeos e sites de EAD, mas também bastante valorizado nos e-commerces (lojas virtuais) para a proteção de dados pessoais de clientes. Então, além de ajudar na segurança de vídeos EAD, também serve para garantir que os dados de seus alunos também estão seguros de roubos, sobretudo se o seu curso online realiza vendas de pacotes em seu próprio site.

Token de segurança

Uma outra forma de garantir que somente pessoas autorizadas tenham acesso a seu conteúdo é implementando a utilização de um token de segurança. O token serve para autenticação eletrônica de sessões de login de usuários, para além da clássica senha de acesso. É como uma senha virtual. Os tokens são bastante utilizados em sites de bancos e, no caso de vídeos EAD, funciona de forma semelhante. Após acesso via senha do token, há um tempo em que essa sessão expira e faz-se necessária a inserção de nova senha, impedindo que a mídia seja reproduzida caso o token não seja utilizado.


Com a crescente do ensino a distância e tudo que ele representa para a educação do país, o combate a pirataria digital virou ponto importantíssimo para empresas de tecnologia e instituições de ensino. Para evitar que o roubo de material educacional impacte as instituições de ensino, os produtores individuais e gestores de cursos livres, diversas tecnologias podem ser utilizadas para que os vídeos só funcionem e sejam reproduzidos para pessoas que, de fato, tenham autorização para assisti-los.

Para que o ensino a distância continue a impactar a vida de centenas de milhares de brasileiros, é importante que as instituições de ensino tenham confiança o suficiente para colocarem seus conteúdos no ar, sem medo de terem seus conteúdos roubados e comercializados de forma ilegal.

E para você que está pronto para investir na área, pode assistir a esse webinar realizado pela Samba Tech e a Supremo Concursos sobre as tendências de EAD e se preparar de vez para esse mercado. Confira!

 

webinar sobre tendencias ead

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Por Em Em julho 6, 2018

Como fazer um roteiro de vídeo de forma simples

Qual a importância de um bom roteiro? Quando se fala em produção de vídeos, muita gente pensa logo em equipamentos e coisas mais técnicas e práticas da gravação, como câmera, iluminação e também o estúdio. Porém, antes de chegar na etapa de gravação, quem quer produzir vídeos para negócios ou ganhar dinheiro com esse material precisa saber que existem outros processos importantes que não devem ser de forma nenhuma negligenciados. São eles: o planejamento e a produção de um roteiro.

Sem essas duas etapas, seu vídeo fica sem direcionamento, sem objetivo, e pode acabar fracassando ainda durante as filmagens. O planejamento e um bom roteiro é que vão guiar toda a produção do seu vídeo e ainda esquematizar as cenas, ordem das falas, marcar os letterings e legendas que precisam ser inseridos, os movimentos de câmera e também garantir que seu vídeo tenha uma ordem lógica, com início, meio e fim.

Mas então vem a questão: Como planejar uma produção e fazer um roteiro de vídeo? E mais: como isso pode ser feito mesmo que você não tenha muito conhecimento sobre produção e esteja trabalhando de forma mais simples?

como fazer um modelo de roteiro

Quando se fala em roteiro e planejamento muita gente foca apenas nos exemplos que vemos quando se trata de filmes hollywoodianos: um documento extenso, com muitos termos técnicos, uma formatação complicada e ordens difíceis de seguir. Porém, o roteiro deve ser feito para te ajudar na hora da gravação – e não complicar mais – e você pode desenvolvê-lo de forma simples e eficiente.

Leia o texto por completo para entender tudo sobre o assunto e conseguir fazer seus próprios roteiros.

E para te ajudar ainda mais na hora da prática, você pode baixar nosso Kit Gratuito para Produção de Roteiros.

ebooks para criação de roteiro

Vamos primeiro ao planejamento:

O planejamento do roteiro

O roteiro é uma das primeiras partes que você deve produzir quando vai gravar um vídeo, mas ele não é a primeira. Principalmente se você está trabalhando com os vídeos para gerar negócios ou para ganhar dinheiro, o planejamento deve ser o ponto de partida.

Para fazer um bom planejamento, você deve se preocupar não só com o vídeo em si, mas também com diferentes pontos externos a ele como objetivos, audiência e canais de divulgação – inclusive, aqui você pode ler mais sobre os diferentes canais de divulgação para seus vídeos.

Uma boa forma de fazer o planejamento é começar respondendo às perguntas “para que?”, “para quem?”, “onde?” e “como?”.

Exemplo de Planejamento

Eu sou uma especialista em língua portuguesa e quero começar a produzir vídeos educativos. Para que? Para que eu consiga impactar mais pessoas com meus conteúdos, ganhe autoridade e consiga mais alunos em meu curso. O objetivo é conseguir atingir 1000 pessoas no primeiro mês e trazer 10 novos alunos a partir dos vídeos. Para quem? Meus vídeos serão destinados à adolescentes e pessoas que estão tentando ingressar em uma faculdade e farão, por exemplo, o ENEM. Por isso, minha abordagem deve ser mais descontraída, devo usar uma linguagem fácil de compreender, dar muitos exemplos durante o vídeo e usar memes e bordões que estejam em alta para facilitar a compreensão do conteúdo. Onde? Vou divulgar esses vídeos em minhas redes sociais e em canais gratuitos de exibição, para conseguir impactar mais pessoas e fazer com que elas façam meu curso. Portanto, o conteúdo deve ser curto, impactar logo nos primeiros segundos e ser altamente relevante. Como? Vou produzir vídeos de aproximadamente 30 segundos com dicas pontuais sobre matérias específicas e vou sempre investir em títulos e imagens atrativas, que chamem a atenção das pessoas. Vou também discutir questões das principais provas de vestibular do país e dar dicas para resolvê-las de forma rápida.

Entendeu? Então, a partir disso, você vai desenhando sua estratégia e encontrando as melhores formas de deixá-la mais efetiva. Lembre-se sempre de trabalhar com termos práticos, estabelecer objetivos tangíveis para cada vídeo e ser bastante específico em cada ponto. Um planejamento muito superficial pode não ser tão eficiente.

E o ideal é que você faça primeiro esse planejamento para a estratégia como um todo e depois também faça algo parecido para cada vídeo que for produzir. Indique qual será o assunto, o objetivo do vídeo, quais pontos você deverá abordar para que ele seja eficiente, onde ele será divulgado prioritariamente e etc.

Feito isso, você pode partir para o desenvolvimento do roteiro. Mas antes, precisamos fazer uma diferenciação.

Entenda a diferença entre um roteiro de cinema e um roteiro simples

Como já citamos, quando alguém vai produzir um roteiro para seus vídeos e procura por exemplos, normalmente se depara com os documentos utilizados por grandes produções internacionais e isso pode assustar. Isso porque esses roteiros normalmente são bastante complexos, extensos e cheios de termos técnicos. Eles têm até mesmo uma formatação considerada padrão que pode ser bastante difícil de entender para quem nunca teve contato com produção de vídeos.

Portanto, esse tipo de roteiro não é o mais indicado caso você vá produzir vídeos para cursos, canais caseiros ou outros conteúdos educativos. Isso porque ele pode complicar mais do que simplificar as coisas em sua produção e fazer você ter uma aversão desnecessária ao planejamento e produção de roteiro.

Investir em um formato mais simplificado pode ser muito mais adequado em diversas ocasiões e vai ter o mesmo efeito que um documento profissional.

Se você nunca viu um roteiro profissional, como os de grandes filmes de Hollywood, vale acessar esse site e dar uma conferida. Aqui neste link você também pode ver (em inglês) como foi feito o roteiro de “O Poderoso Chefão”, um clássico super premiado.

E calma! Nós não estamos dizendo que você deve ignorar esse tipo de escrita. Conhecer como são montados os roteiros profissionais é essencial. Estudar esses documentos pode te ajudar muito a melhorar sua própria escrita, a conhecer novos termos técnicos e opções de construção de cena e a deixar seus vídeos ainda mais simples de serem produzidos.

Termos técnicos básicos que vão te ajudar na hora de escrever

E falando em termos técnicos, existem algumas expressões mais técnicas utilizadas quando se trata de audiovisual e é essencial que você tenha pelo menos uma noção do que elas significam:

Off Screen (O. S.)

Off Screen é uma expressão relacionada ao som de vozes em uma cena. Ela é utilizada quando no roteiro se quer marcar uma voz de alguém que não está visível, mas está fisicamente presente na cena. Por exemplo, quando o foco está em uma pessoa na sala de uma casa, mas ouvimos uma outra gritando da cozinha.

Voice over (V. O.)

O Voice Over também é referente às vozes na cena, mas, ao contrário do Off Screen, é inserido quando ouvimos a voz de alguém que não está visível e nem presente na cena fisicamente, como um narrador, por exemplo.

Background (BG)

Em roteiros essa expressão também é mais comumente utilizada para se referir aos sons, mas pode ser usada para cenário e outras inserções. De forma bem simples, podemos dizer que background é aquilo que está no fundo, que tem menos destaque na cena em relação a outros elementos. Uma música em background, por exemplo, é aquela que quase não se ouve e que fica realmente no fundo, dando lugar de destaque para outros elementos como a voz.

Fade

Em uma tradução literal, fade seria equivalente a esmaecer e aparece com esse sentido mesmo. Uma imagem ou som em fade in é aquele que vai aparecendo progressivamente, ficando mais forte com o tempo, e em fade out é aquele que vai desaparecendo na cena, dando lugar a outra coisa ou encerrando uma sequência.

Quer aprender mais termos técnicos que precisam estar na ponta da língua de quem produz conteúdo em vídeo? Baixe o Glossário do Produtor de Conteúdo em Vídeo gratuitamente!

Nova call to action

Como fazer um roteiro de vídeo simples

Fazer um roteiro para vídeos é uma tarefa que pode ser bastante simples e vai facilitar sua produção se você investir em uma estrutura intuitiva e dinâmica de roteiro. Existem diversas variações do modelo de roteiro profissional, como utilizado pelas grandes produções, e você pode adotar a que se adequar mais às suas expectativas e às necessidades de seu projeto.

Aqui nós não vamos aprofundar no modo de produção de um roteiro profissional, mas vamos dar dicas para que você produza seu próprio roteiro adaptado, semdificuldades e de maneira eficiente.

Todo roteiro deve ter basicamente:

  • Uma breve descrição das cenas e do que acontecerá entre elas.
  • As falas dos atores, narrações e outros sons que vão aparecer.
  • Indicações para a edição, como de corte, inserção de animação e legendas.
  • Definição do cenário.
  • Sugestões de encenação para os atores e de movimentos e posição de câmera para quem for gravar.
  • Indicações sobre a inserção de trilha e efeitos sonoros.

Lembre-se que o roteiro deve servir realmente como um guia para a gravação. A pessoa que estiver produzindo o vídeo deve ser capaz de realizá-lo com perfeição a partir apenas das instruções ali contidas. Por isso, capriche, seja claro em seu texto e lembre-se de ser didático, tomando cuidado com os detalhes da produção.

01. Escolha um modelo de roteiro

O modelo de roteiro que você deve utilizar vai depender muito do seu propósito, o tipo de vídeo que você irá produzir e quantas pessoas você tem na sua equipe. Não existe modelo ‘melhor’ ou ‘pior’, tampouco um modelo ‘certo’ e um ‘errado’. O ideal é escolher o melhor para você!

Para ajudar na escolha do seu modelo de roteiro, selecionamos 3 formatos simples mas muito úteis que você pode utilizar na hora de bolar seu roteiro.

Texto direto

Esse modelo de roteiro se assemelha muito a um texto ou redação. Não tem mistério, a ideia é escrever tudo que vai ser dito no vídeo, independente se a pessoa falando está em cena ou se é uma narração. No texto direto, escreva exatamente como vai ser falado eensaie a partir desse modelo, pois, com a prática, a fala se tornará mais natural e menos mecânica. É claro que não é preciso se preocupar com decorar exatamente, palavra por palavra, o que está escrito,mas esse guia irá te ajudar muito a se focar no que deve ser dito e não se perder em outros assuntos.

Benefícios:

  • Esse modelo de roteiro é ideal para quem irá gravar sozinho – sem equipe – e já tem tudo estruturado na cabeça. Como não possui muitas informações de cenas, ele serve mais como um guia para gravação para quem já sabe bem o que quer fazer no vídeo.
  • Também é ideal para vídeos não muito complexos em edição, como vídeos de tutorial ou vídeo aulas, no qual não aparecem muitas pessoas em cena ou muitos cortes e efeitos.
  • Vídeos nos quais o áudio é majoritariamente narração também podem ter roteiros desse modelo, pois o texto direto facilita visualização por aparelhos como tablets e smartphones, eliminando a necessidade de impressão de muitos papéis.

Roteiro de gravação ou Roteiro Técnico

Esse modelo de roteiro também é bem simples, mas leva um pouco mais de informações do que o de texto direto. Nele, o roteiro é separado em duas colunas, a primeira contém tudo que diz respeito ao áudio do vídeo, a segunda, tudo que diz respeito à imagem.

Imagine que você irá gravar um vídeo sobre exatamente o assunto que tratamos agora, um bom roteiro. Olhe só como você poderia formular esse modelo:

Simples, porém contém tudo que é preciso para a gravação de um vídeo de qualidade.

Benefícios:

  • Esse modelo pode ser usado quando o responsável pela criação do roteiro não participa da gravação ou edição do vídeo. Assim, ele pode passar para o produtor todas as informações que pensou e planejou para o vídeo.
  • Torna mais fácil visualizar o resultado final do vídeo, colocando lado a lado as informações de áudio e as de vídeo.
  • Mesmo que você produza seu conteúdo em vídeo sozinho, este modelo de roteiro é uma ótima forma de colocar boas ideias no papel para evitar que você as esqueça.

Espelho de 5 colunas

Aqui na Samba nós utilizamos um modelo de roteiro um pouco mais completo, mas ainda bem simples e eficiente. Ele é constituído por cinco colunas: uma com a numeração da cena, outra com os textos falados, uma com a indicação da fonte da voz, outra com os letterings e última com as descrições de cena. Funciona muito bem para nossas produções e também pode ser ideal em muitos outros contextos. 

modelo de roteiro de video

Se quiser baixar este modelo em formato editável para usar em suas produções, basta clicar aqui. 

Junto com esse documento, você ainda terá acesso a mais 3 modelos editáveis de roteiro, incluindo o de cinema e aprenderá um pouco sobre a importância do storytelling no audiovisual.

Caso você ache necessário, pode fazer algumas alterações nos formatos propostos até encontrar aquele que será mais adequado para seus conteúdos. No final desse texto mesmo, você pode encontrar outro modelo de roteiro, que é o que foi usado para produzir o vídeo que você assistiu lá em cima. Experimente!

02. Capriche nos segundos iniciais

Com a grande quantidade de informação a que temos acesso simultaneamente, nossa atenção é difusa e dificilmente será entregue a algo que enrola demais e só fica interessante no final. Por isso, os segundos iniciais de um material audiovisual são muito importantes. Afinal, são eles que vão fazer uma pessoa querer ou não parar para assistir o seu vídeo.

Então, capriche na sua introdução de vídeo e trabalhe de forma criativa para ganhar a atenção dos espectadores antes dos 20 segundos do material.

Existem inúmeras formas de fazer isso e algumas das mais comuns são:

– Fazendo perguntas ao público ou começando com frases impactantes. Ex: “Você sabe quais são as redes sociais preferidas pelos adolescentes?” ou “Você sabia que até 2019, 80% do tráfego da internet será proveniente de vídeos online?”.

– Colocando-se no centro da ação. Ex: se você é um professor de Biologia, pode gravar uma aula sobre processos de metamorfose em um borboletário ou se seu negócio é de culinária, pode gravar um vídeo na cozinha de um restaurante 5 estrelas.

– Aproveite assuntos do momento. Ex: você pode se aproveitar de filmes e séries do momento para fazer relações com aquilo que você ensina em seus vídeos. Você pode também comentar acontecimentos recentes importantes (como eventos políticos), fazendo análises e relações com seu conteúdo.

03. Encontre a duração ideal para seus vídeos

Uma das perguntas mais comuns quando se trata de produçãode vídeos é: qual a duração adequada para meu conteúdo?

Primeiramente, é preciso esclarecer que não existe uma resposta definida para isso. A duração de cada conteúdo sempre deve ser definida de acordo com fatores como seu objetivo, o público e o tipo de conteúdo que você vai abordar. Por exemplo, se você está produzindo um vídeo para suas redes sociais, em que o consumo de conteúdo é mais rápido, o normal é que esse vídeo seja mais curto – até uns 3 minutos. Já se você está produzindo uma videoaula para seu curso online, ela pode tranquilamente ter uma duração maior – de 10 a 15 minutos.

De forma simplificada, costumamos dizer que a duração ideal de um vídeo é aquela em que você conseguiu falar tudo que queria, sem enrolar e ficar “enchendolinguiça”.

Portanto, na hora de escrever seu roteiro, seja criativo e carismático, mas seja também objetivo e dê ao público aquilo que você prometeu.

04. Adeque o tom da sua mensagem

Uma das coisas mais importantes em um vídeo é a forma como você se comunica e ela sempre deve ser totalmente pensada em função do público. Você precisa “falar a mesma língua” que a sua audiência, pois, caso contrário, pode perder em engajamento e até em credibilidade perante ela.

Imagine, por exemplo, que você está ministrando um curso online para advogados recém formados e então começa a usar gírias e regionalismos que não tem nenhuma relação com seu tema e não agregam nada para o conteúdo. Ou, que você está ensinando geografia para uma turma de ensino médio e começa a usar palavras muito complicadas ou jargões da profissão. Isso, além de fazer com que seu vídeo fique chato e complicado de compreender, te faz perder em seriedade e coloca sua autoridade à prova.

Portanto, sempre que for escrever um roteiro, antes de começar, pense em quem é o seu público e veja as melhores formas de se comunicar com ele. Não precisa forçar a barra – como ficar usando bordões e memes de forma exagerada só porque você está falando com adolescentes – mas é bom tentar trazer parte da realidade da audiência para seus vídeos. Isso vai facilitar a comunicação e a compreensão do conteúdo como um todo.

05. Não tenha medo de começar a escrever

O passo mais importante é começar a escrever. Muitas pessoas ficam tempo demais presas ao planejamento e outras etapas e esquecem de realmente colocar a mão na massa.

Apenas escrevendo você poderá ter uma noção real de como seu roteiro está se desenvolvendo e, então, fazer os ajustes necessários para ter um excelente resultado final.

Você pode começar fazendo um rascunho básico das suas ideias e depois ir acrescentando detalhes aos poucos, a medida que seu roteiro for amadurecendo. Lembre-se apenas de ser organizado e manter uma estrutura desde os primeiros rabiscos. Isso vai facilitar muito sua vida na hora de escrever a versão final e evitar que você cometa erros de sequência, que podem atrapalhar sua gravação.

E para te incentivar a começar, a seguir temos algumas dicas de softwares de roteiro que você pode utilizar:

Softwares de roteiros

Existem programas especiais para quem precisa criar roteiros e nós vamos te apresentar alguns deles. Vale apenas ressaltar, desde já, que eles são softwaresprofissionais, que facilitam a escrita, mas seguem os padrões adotados em grandes produções, então isso pode ser um problema.

Celtx: Uma ferramenta em português, com algumas funcionalidades gratuitas, que pode te ajudar na hora de escrever roteiros profissionais.

Final Draft: Considerado por muitos como o melhor programa para criação de roteiros, o Final Draft possui muitos recursos de edição e escrita. Porém, ele é um software bem mais caro e não possui versão gratuita (e nem em português).

Scrievener: Outro editor de textos cheio de funcionalidades que pode atender muito bem. É uma alternativa aos mais populares Celtx e Final Draft.

Se você quer trabalhar com um roteiro mais simples, a sugestão é que utilize editores de texto comuns. Você pode usar por exemplo o Word, que oferece infinitas opções de formatação, ou o Google Docs, que é um editor totalmente online.

06. Revise tudo em voz alta e de forma cronometrada

Por fim, é muito importante revisar seu roteiro por completo e fazer uma leitura em voz alta para ter uma percepção melhor de como ficarão as falas e as cenas dentro do vídeo. Leia pausadamente, vá fazendo correções e pense em deixar o texto o mais natural e fluido possível, para facilitar a compreensão.

Se possível, também cronometre o tempo que você gastou na leitura, para que seja possível ter uma ideia de qual será a duração aproximada do vídeo. Isso vai ajudar a não ter surpresas na hora da gravação e edição dos vídeos.


Quem pretende ter um negócio baseado em vídeos precisa produzir conteúdos de qualidade. Ter um bom planejamento e roteiro é o primeiro passo para conseguir isso.

Agora que você já entende qual a função desse documento e sabe o básico para produzir o seu, é hora de começar a ter ideias e escrever.

Além do modelo simplificado que disponibilizamos ali acima, baixando o material oferecido aqui neste link, você tem acesso a mais dois roteiros originais de produções cinematográficas para estudar e confere outro modelo simplificado que foi usado para gravar o vídeo que você assistiu no início do texto (se você não viu, volta lá e confere! É rapidinho e vale a pena!). 

E caso você queira entender mais sobre produção de vídeos, indicamos mais dois artigos que podem te interessar:

E agora que você já tem tudo pronto e planejado para começar a produzir seus vídeos, uma boa dica é montar seu próprio estúdio caseiro – de forma simples e com baixo orçamento. Acesse o material abaixo e veja como fazer isso!

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